quinta-feira, agosto 31, 2006

Politik

Mais um dia chato no colégio. Assim que foi hoje, ontem e, provavelmente, amanhã. Graças a Deus é meu último ano naquela merda. Espero passar no vestibular e ver se a vida de universitário tem algum entretenimento.

Bom, mas o que quero falar é outra coisa. Apesar de ter sido um dia comum (leia-se "chato") no colégio, teve algo chamativo. Na hora do recreio, quando eu deveria ter saído para brincar ao sol com meus poucos amiguinhos, um exu de preguiça me possuiu e fiquei jogado na carteira, esperando passar o ócio. Nisso, reparei que um aglomerado de jovens tinha se formado na minha sala... Devia ter uma dúzia de "galerinha irada" reúnida, discutindo sobre algo que me parecia ser política. Eles falavam alto, berravam, mostravam indignação, reclamavam do sistema, diziam que a carga horária do estudo era grande, que o país tava ruim, que isso, que aquilo... Para minha humilde opinião, ou é hipocrisia, ou é ignorância.

Devo confessar que não entendo nada de política. Só sei que o Lula tem um dedo a menos em uma das mãos e que é um ex-torneiro mecânico. Não sei das CPIs que rolam, não sei das corrupções, não sei de nada. Sou bem apolítico. Quando quero reclamar, reclamo do mundo em si, e não da forma como um país é governado. Por exemplo, os Estados Unidos é o país com maior poder econômico, atualmente. Isso prova que seus governantes estão conseguindo manter o país como líder desta ordem mundial, mesmo que seja por pouco tempo. Mesmo assim, as pessoas que lá habitam não são puras. Lá existem pessoas que não têm piedade de mandar seu filho meter bala nos iraquianos, tem gente que não tá nem aí pra pobreza alheia, tem gente egoísta pra caralho... Assim como todos nós somos. Então, não adianta mudar política, tem que mudar o ser-humano. Num outro post talvez eu fale mais sobre isso, porque já desviei o assunto.

Na verdade, o que realmente me surpreendeu foi a galera reclamando. Ali era um monte de riquinho. Acho que não tinha um daqueles que o papai não viesse buscar na porta do colégio, com o New Civic ou o Corolla. Um bando de neguinho que se mata de estudar porque não tem estruturação psicológica para perceber até onde as coisas se tornam fúteis. A maioria pretendente de curso medicina/direito, nas universidades locais. Na real, não sou pobre, nem rico. Todo dia eu volto de ônibus, nesta cidade que supera 40°C, fico enfurnado naquela lata, chego em casa andando debaixo do sol de 1 da tarde, não sou ambicioso, não louvo dinheiro, só quero tranquilidade e amor. Nunca reclamei do reflexo da política sobre mim. Agora, o que essa galerinha quer? Qualquer coisa que carecer, os pais bancam. Quer ir pra festinha no fim-de-semana? Os pais bancam. Quer fazer mais um cursinho caro pra encher a cabeça de estudo? Os pais bancam. Os pais deixam soltos, eles fazem o que querem, e depois, mimados, ligam pro pai resolver a cagada... Essa galera não tem que reclamar de nada. Tem mais é que levantar as mãos pro céu e dizer bem forte: "Jesus, obrigado por eu ter uma vida de príncipe sem ter feito porra nenhuma pra merecer isso". Eu sou egoísta, já dividi minha grana com pessoas de baixa várias vezes, mas isso não é suficiente. Digo que nunca me senti um miserável por encher o bucho de comida, enquanto tem nêgo passando fome pelos quatro cantos do mundo. Digo que nunca me senti compadecido com as trocentas mortes que vejo acontecer por aí, todos os dias. No máximo, eu reconheço: "Que foda... Se o amor não vem, é melhor que todos os seres humanos comam capim pela raíz". Porra, somos todos uns merdas. Nós só nos preocupamos conosco! Não adianta pagar de pseudo-intelectual por aí, pregando a conduta política perfeita, porque no sistema em que vivemos, o teu bem-estar é a fudição de outra pessoa. Não existe o pobre sem o rico, e nem o rico sem o pobre! O pessoal não mete isso na cabeça. Mal tenho religião formada, não sigo nenhuma, mas reconheço que Jesus falou certo: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei". Se você ama o outro, não vai deixar ele passar fome! Todas as pessoas do mundo repartiriam sua comida com os famintos, e a fome acabava. Se você ama o outro, vai perceber que as 3 fazendas que teu pai tem no interior é muita areia pro caminhão dele, vais doar o que não precisas e abrigar famílias sem-terra, reduzindo o número de desabrigados. São coisas como essa que digo! É como os índios daqui viviam, antes da chegada dos colonizadores. Não haviam todos esses problemas sociais, porque não havia propriedade privada, e, por consequência, o egoísmo era desestimulado.

Acabando com o egoísmo, cultivando o amor, haverá uma sociedade bastante justa, sem que precise ser escolhido um presidente, governador, senador e segue todo o Congresso... Enquanto isso, em ano de eleição, vamos fazer um pseudo-intelectual feliz, dizendo: "Cara, você realmente é muito foda em política. Você é um homem de idéias e é bastante inteligente". Ego deles não tem cura, vai ser exarcebado até a morte. Vão crescer de peito estufado, achando que são peças vitais na sociedade, mas, por trás das cortinas, meros peões de um jogo de xadrez, jogado por alguns sombrios homens humanos que controlam a vida de tudo e de todos, por meio de um sistema.

* Desculpem a arrogância minha exibida aqui, mas é que fico puto, aí nem penso em usar eufemismos ou coisas do tipo. Se leu até aqui, obrigado pela paciência.

segunda-feira, agosto 28, 2006

Verärgert gegen traurigkeit

Há certo tempo percebi que a raiva é mais fraca que a tristeza. Ontem, o Flamengo (time para qual eu torço) empatou com o São Paulo. Não fiquei triste, fiquei brabo. Futebol não me causa tristeza, me causa raiva. Mesmo querendo que o Mengão tivesse ganho, não tive minha vida abalada por isso. Eu estava com raiva, mas não me impediu que eu pudesse rir algumas vezes, ou que eu pudesse facilmente desviar minha atenção para outra coisa. Se fosse tristeza, seria diferente.

Atualmente (não no exato momento, mas num período em que vivo), estou triste. Há pouco mais de meio ano tive uma experiência que me proporcionou a tristeza que dura até hoje. Apaixonei-me por uma garota no ano de 2005 e, poupando-lhes de muitos detalhes, vivi um intenso amor platônico até o início de 2006, quando, querendo me livrar do tormento de nunca tentar iniciar algo com minha amada, declarei meus sentimentos para ela (de forma meio que vergonhosa). Não sei qual critério ela usou para decidir, mas sendo eu feio, gordo, anti-social e de baixa inteligência, creio que ela seguiu qualquer lógica, menos a masoquista, para me dispensar. Eu sou pessimista e realista (será que é errado usar "pessimista e realista"? São quase sinônimos), jamais pensei que ela pudesse me aceitar como namorado, um dia casar comigo, constituirmos uma família e sermos felizes (ou talvez eu tenha perdido meses sonhando com uma vida ao lado dela e não queira contar). Aliás, declarei meus sentimentos mais pensando em livrar-me daquele fardo do que por esperança de que fosse dar certo. Entretanto, o fato de tudo ter dado errado não comandou a bateria de tristeza que me atingiria, o problema foi o "depois". Ela começou a distorcer algumas coisas, fazer algumas merdas... E eu tomei os erros dela como justificativa para eu mesmo fazer minhas próprias merdas com ela, posteriormente. Chegou a um ponto em que ambos só faziam cagada, mas nenhum admitia e um achava que o outro era o vilão.

Depois de várias besteiras que fizemos, nunca mais nos falamos... Aliás, nem antes de eu ter me apaixonado por ela nos falávamos além dos cumprimentos. Apaixonei-me de forma que 99% dos que sabem a história riem. Ela me deu um simples abraço, compadecida por uma situação por qual eu passava na época... Só isso. Praticamente, assim dizendo, somente minha mãe havia me dado um abraço sentimental, antes... Aquele abraço que não quer dizer só um cumprimento, aquele abraço que quer dizer mais. Claro que não interpretei o abraço como "estou te abraçando porque te amo", mas pensei que pudesse ser alguém para o qual eu não era qualquer um. Foi um abraço quente, caloroso... Foi rápido na prática, duradouro na teoria... É como se eu saisse de todo o sofrimento mundano e caísse nos braços daquela menina que me acolhia, onde eu me sentia seguro e confortado. A partir daí, foi plantada uma semente que foi germinando pouco a pouco, sem eu saber. Para mim, naquela época, aquele abraço foi só um prazer momentâneo, sem futuras consequências. Aí, na sala de aula, vez ou outra um colega apontava uma menina gostosa da nossa turma e, por mais que a menina fosse fisicamente avantajada, eu sempre desviava o olho para a menina que havia me abraçado, eu não sabia por quê. Sinceramente, a garota do abraço, embora bonita, não é gostosa, daquelas que levantam uma multidão de homens. Também é impossível dizer que ela é feia, pois ela é bonita... Só não tem aqueles peitões e bunda grande como algumas outras meninas tinham. Mesmo assim, eu ficava perguntando-me: "Porra, Zé... Por que você olha pra essa menina, enquanto há outras bem mais gostosas por aí?". Eu não sabia. Eu era alienado, naquele tempo... Achava que o negócio era pegar mulher e tudo o mais... Mas quando eu começava a suar só da minha menina chegar perto, só de ela falar comigo, ou só de eu apreciar o lindo rosto dela com os cabelos negros e lisos, soltos como um véu da noite, eu sabia que ela não era qualquer uma para mim. Poupando-os de muito mais detalhes, fui apaixonando-me cada vez mais, até eu perceber que eu estava amando-a. E assim surgiu o amor platônico descrito no segundo parágrafo do texto, com o resultado já conhecido por vocês.

E por que tudo isso? Por que eu falei do Flamengo ou por que eu contei toda essa história de como me apaixonei por uma garota? Bem, eu não sei ao certo. Estava lendo meus poemas (até agora, só pus uns cinco aqui, falta bem mais), e vi que ela me inspirava em vários... Aliás, quase todos eu fiz pensando nela. O curioso é que, embora a relação tivesse seu lado feliz, como o amor em si, eu sempre retrato ela como uma algoz, alguém de que tenho raiva e que fudeu minha vida. Aí eu penso se realmente tenho raiva dela. Como eu disse no primeiro parágrafo do texto, raiva é bem mais fraca que tristeza. Se eu tivesse somente raiva dela, poderia esquecer facilmente tudo de ruim que se passou... Mas e se eu tivesse tristeza? Aí, minha vida seria marcada profundamente por isso, e eu estaria acorrentado a um passado de alegrias e desgostos. O problema é que me sinto acorrentado desta maneira. O que eu sinto é tristeza, não raiva. Como eu quero esquecer tudo isso de uma vez, tento transformar, forçadamente, a tristeza em raiva. Então, sai um poema que expressa insultos contra a menina, mas esconde um poeta que não sabe lidar com a tristeza. Por meses, achei que, se eu pudesse voltar ao passado, deveria avisar a mim mesmo para não me meter com aquela menina. Entretanto, esses tempos, vi que, se eu pudesse voltar ao passado, deveria evitar a mim mesmo de avisar o outro eu para não me meter com aquela menina. Tudo o que sucedeu foi difícil para mim, mas teve seu lado bom. Aquela menina, mesmo que indiretamente, ensinou-me como amar, ensinou um garoto que, até então, via as mulheres de forma supérflua, e não como alguém com o qual você pode fundir seu coração e viver em função da felicidade de ambos. Ela me ensinou a ser menos idiota, pois, nos surtos de tristeza, aprendi a criticar o mundo, ver coisas que até então eram invisíveis, criar idéias e virar um poeta de araque (antes de araque do que porra nenhuma). Fico torcendo para eu arrumar outra garota que eu ame, fico torcendo para que ocorra da mesma maneira, que eu me apaixone com a mesma intensidade por outra garota, e que, dessa vez, dê certo e eu seja feliz. No entanto, embora eu torça, não nego que no momento atual eu ainda ame a menina que tanto significou (ou significa) para mim, talvez eu ame tanto quanto antigamente. Descobri que eu ainda me pego olhando para o rosto dela, na sala de aula. Descobri que ainda tenho uma luz de esperança que faça tudo dar certo. Descobri que ainda sonho com ela. Descobri ainda que, escrevendo esse texto, chorei da mesma maneira que eu chorava ao redigir textos na época do amor platônico. A tristeza é forte, mas não tanto quanto o amor... E creio que, mesmo eu arranjando outra pessoa que eu ame, talvez eu nunca esqueça o que a "menina do abraço" significou para mim.

Quem sabe um dia, como um drogado que abdica de sua droga para encarar seus sentimentos de frente, eu a retrate nos poemas como o que ela realmente é para mim... Não uma algoz, mas um anjo branco que me deu o poder do amor. Até lá, espero acabar com essa minha fraqueza de fugir da tristeza mergulhando em raiva.

Talvez esse texto tenha saído meloso, se eu estou chorando (e olha que não choro tão fácil) agora, ao terminar de redigí-lo, pode ser que meu lado sensível tenha vido à tona. De qualquer maneira, se você leu até aqui, obrigado pela paciência.

domingo, agosto 27, 2006

Korruption fragebogen

Hoje, fiz um "teste de corrupção" que encontrei pelo mundo mágico e misterioso da intraweb. Supostamente, o teste mede o quão corrupto és; você vai respondendo perguntas com as opções "sim" e "não", para depois ver o resultado final. Eis o que resultou do que eu fiz:



Por isso, lanço a enquete: "De acordo com o resultado do teste, eu devo:"

a)
Viajar para o Tibet, isolar-me em uma das cavernas gélidas e começar um árduo treinamento para tornar-me o décimo-quinto Dalai Lama;
b)
Criar uma nova religião e sair convertendo os índios ao longo do Rio Amazonas;
c)
Concorrer à presidência da república pelo Partido Social Democrata Cristão;
d)
Sodomizar uma garota em um ritual satânico, envolvendo bebidas alcoólicas, chás alucinógenos e ampolas de heroína;

Respondam nos comments, amigos.

* Para quem quiser fazer o teste, clique aqui.

quarta-feira, agosto 23, 2006

Molkereien

Não tenho muito bem o que postar... Eu não mais criei textos e não tô a fim de postar poesia duas vezes seguidas. Então, fuçando o computador, achei um texto de autoria desconhecida, cujo conteúdo é humorístico. Trata do registro de um mesmo dia feito por um casal, cada um fazendo-o no seu próprio diário. Achei bem legal, pois mostra a paranóia das pessoas quanto ao que o outro sente. O texto foi copiado na íntegra e, portanto, sem correção ortográfica (caso haja algum erro).

O diário da namorada:

No sábado à noite, ele estava estranho. Combinamos de nos encontrar no bar para tomar um drinque. Passei toda a tarde fazendo compras com minhas amigas e pensei que pudesse ser minha culpa, porque eu me atrasei um bocadinho, mas ele não fez grandes cometários.
A conversa não estava muito animada, de forma que pensei em ir a um lugar mais íntimo para podermos conversar mais seriamente. Fomos a um restaurante e ele ainda estava agindo de um modo estranho.
Tentei animá-lo e comecei a pensar se seria por minha causa ou outra coisa qualquer. Perguntei-lhe e ele disse que não era comigo.
Mas não fiquei muito convencida.
No caminho para casa, no carro, disse-lhe que o amava muito e ele se limitou a pôr o braço por cima dos meus ombros.
Não sei que raio quis dizer com isso, porque não disse que me amava, nem nada, e estava ficando mesmo preocupada.
Finalmente, chagamos em casa e eu já estava pensando se ele iria me deixar. Por isso, tentei fazê-lo falar, mas ele ligou a televisão e sentou-se com um olhar distante que parecia estar querendo me dizer que estava tudo acabado entre nós.
Por fim, embora relutante, eu disse que iria para a cama. Mais ou menos dez minutos depois ele foi deitar também e, para minha surpresa, correspondeu aos meus avanços e fizemos amor.
Mas ainda parecei muito distraído, e depois quis confrontá-lo e falar sobre o assunto, mas comecei a chorar e chorei até adormecer. Já não sei o que fazer.
Tenho quese certeza que ele tem alguém e que a minha vida é um autênctico desastre.

O diário do namorado:

Meu time perdeu... Ao menos, dei umazinha.

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Legal, não? :)

sexta-feira, agosto 18, 2006

Mehr poesie

Sempre tive uma dúvida: Será que eu devia postar coisas pessoais em um lugar onde as pessoas facilmente podem ler? Aí, lembrei que praticamente não tenho leitores, então, eu poderia postar qualquer coisa que , teoricamente, degenerisse minha imagem e, ainda assim, mantê-la do mesmo modo que antes, na prática.

Já que assim é, aqui vão mais dois poemas:


Renascimento:

Dentre os campos de minha vida,
Há imponente, único lírio,
Que mantém-se resistente,
Exalando desencanto,

Desencanto exalado,
Resistente é mantido,
Lírio único e imponente,
Que em minha vida está contido,

Removê-lo eu não consigo,
Pois espero o seu murchar,
Que só há de acontecer,

Quando o coração partido,
Decidir-se enfim curar,
E um novo amor nascer.


Efêmero

Em delírios de sonho tu me apareces,
Com face de anjo e intenções más,
Lembrando o anjo que eras atrás,
Amaldiçoou os céus e os templos celestes,

Assim como ele, és anjo caído,
De tanta maldade, de tanto esplendor,
Degustas o riso quando causas dor,
Por suas ilusões, em que tenho vivido,

Caído já estás, e mais vais cair,
O tempo jamais será eterno a ti,
E junto com ele hás de apagar,

Aproveita, vil anjo, teu breve sorrir,
Para longe tua vida já está a fluir,
Justiça que tarda, não vem a falhar.


Obrigado a quem leu até aqui. :)

quarta-feira, agosto 16, 2006

Meine wünsche

A cada dia que passa, eu fico pensando se não estou cada vez mais longe de concretizar meus sonhos. Eu penso na concepção da palavra "sonho"... No sentido em que a estou usando, não me refiro àqueles delírios que temos enquanto dormimos. O "sonho" de que falo talvez seja um "desejo vital", que necessitamos para atingir um bem maior, a felicidade própria. Se a felicidade é própria, então seria egoísmo sonhar? E aqueles que sonham com um bem geral, como a paz mundial? Será que ele sonha com a paz mundial porque preocupa-se com os outros ou porque a tal paz satisfaria a si próprio? Tudo é confuso, olhando deste ponto, mas firma-se a tese de que o ser humano ainda age muito por egoísmo.

Mudanças de assunto à parte, o Zé acha-se distante do que planejou para a vida. Como nunca planejei algo megalomaníaco, tipo ser o dono do mundo, sempre achei que eu teria boas chances de realizar meus sonhos. Sinceramente, são sonhos simples. Um deles, e de alta importância, seria eu apaixonar-me por uma mulher, casar e ter filhos. Olhando de longe, e por uma óptica panorâmica, não é difícil. O foda são as circunstâncias que a mim se aplicam. Já disse no primeiro post deste blog que não sou bonito, e, por mais que a menina não seja do tipo que dê muita importância à beleza, alguém feio pode causar uma má impressão inicial. Para piorar, estou satisfeito com meu visual, e não pretendo mudar, embora eu tenha de lidar com as consequências. Eu ser introspectivo dificulta, também. Eu não ser engraçado, idem. Então, mesmo que eu tivesse todas as outras qualidades do mundo, seria complicado para uma mulher aturar alguém feio (e gordo), tímido e chato. E tudo isso me causa mais raiva que tristeza. Fico insatisfeito de saber que vai ser pedreira arrumar uma noiva. Mas e se eu arrumasse?

A mulher teria que ter uma santa paciência, para aturar meu estilo "modesto". Nunca gostei de regalias, nem de muita riqueza material. Eu almejo a profissão de professor. Lecionar sabe-se-lá-o-quê... Talvez matemática, história, filosofia... Além de eu não simpatizar em ensinar alguém para que essa pessoa vá fazer uma prova de vestibular. O que eu realmente gostaria era ensinar à pessoa coisas úteis para a vida dela, ensinar culturas (poucas que tenho, mas vale), pensamentos, experiências... Eu poderia estudar feito um louco, virar doutor e lecionar conhecimento técnico com plena maestria. E depois? Eu teria um aluno que executaria seu trabalho com exímia perfeição, mas seria um idiota perante a vida. Então, eu almejo coisas bem simples, e, consequentemente, levando em conta o funcionamento da sociedade, eu não teria uma condição de sobrevivência muito boa, já que a mesma é, em grande parte, atrelada à renda financeira que você recebe, o que, provavelmente, não será alta, visando o que pretendo exercer como profissão. Não digo que serei pobre, mas muito menos direi que serei rico. Talvez eu seja aquele sujeito que aproveite-se da malandragem para conseguir uma consulta grátis com aquele velho amigo que formou-se em medicina. Coisas do tipo.

Já tenho baixas esperanças quanto me casar e exercer minha profissão da maneira que eu bem gostaria... Mas, como desgraça pouca é bobagem, isso também afetou outros sonhos, como entrar em uma banda musical. Seria algo simples, talvez apenas entre amigos. Tocaríamos um gênero de música que muito aprecio, o folk (músicas folclóricas). O problema é que existe uma massa massivamente gigante de pessoas que abominam o estilo. E uma banda de folk boa começa a surgir com quatro membros, para ter uma boa variedade de instrumentos (não que seja impossível fazer uma banda boa com três ou dois integrantes). Ou seja, a grande chance era que eu fosse tocar sozinho, mesmo, já que eu não acharia nenhum outro interessado na banda. E, para piorar, toco minha flauta que nem uma criança de 4 anos, quando ganha uma de brinquedo.

O mesmo vale para meus poemas. Alguns até que têm certo charme, mas não chegam a arrancar um elogio superior a "é... tá legalzinho". Falta-me conhecimento de palavras, também. Além de técnica para os poemas. Os temas, em sua maioria, narram desgostos que tive em uma única relação amorosa, que como fruto teve um amor sofrido que carrego até hoje, e muito inspirou meus poemas. Poucos falam sobre outras coisas, como um olhar simples sobre a sociedade. De qualquer maneira, são poemas simples e pouco originais.

Talvez o meu problema principal seja ser razoável em várias coisas, sem ter especialização, enquanto muitos são ruins em várias coisas, mas possuem algo em que são realmente bons. Isso acaba por tornar-me um errante em atividades, podendo sempre fazer algo novo, o que de certa forma me consola... Mas, seria eu mais feliz se eu fosse diferente ("diferente" na teoria, na prática eu seria igual aos outros), ou talvez, se eu fosse como os outros, eu estaria questionando se eu seria mais feliz sendo diferente. Pode ser que, realmente, a felicidade não seja plena. Pode ser que tenhamos sempre de tomar uma decisão levando em conta as vantagens e desvantagens dali trazidas.

Como o som desarmônico de minha flauta, vou seguindo com a vida. A esperança é o ópio do fraco, mas é minha solução. Se leu até aqui, obrigado pela paciência.

terça-feira, agosto 15, 2006

Lokaler Feiertag

Hoje não fui à escola. É feriado estadual. Dia da Adesão do Pará à Independência do Brasil.

Tudo começou há dois séculos, quando José Sarney, então presidente do Brasil, deu o calote em Portugal, fazendo a Independência do Brasil. O pessoal de Belém não gostou, já que o Clube da Tuna, mantido pelos portugueses, era o único lazer da região, e seria perdido. Então, líderes revolucionários da época, como Chico Mendes e Pinduca, reuniram-se e fizeram uma revolta generalizada, acumulando guerrilheiros pelo sertão nordestino e a Cordilheira dos Andes. A revolução só parou quando Napoleão Bonaparte veio cavalgando, da França até o Brasil, e, às margens do Rio Tucunduba, gritou: "L'indépendance ou la mort". Os guerrilheiros voltaram para casa, mas exigiram que a data fosse lembrada como feriado estadual. Ato que foi consolidado por Álvares de Azevedo, em 1934, na emenda constitucionalista n° 3882.


É mais um momento de cultura neste blog. Totalmente diferente dos blogueiros que querem passar-se por pseudo-intelectuais e criam histórias totalmente sem sentido sobre os fatos.

sábado, agosto 12, 2006

Schrecklicher künstlerstreifen

Segunda tira do blog... E, mais uma vez, vemos a derrota do mocinho para o mundo.



Um dia melhora...


sexta-feira, agosto 11, 2006

Der Flötespieler



Irmãos e irmãs leitores do blog, hoje ganhei uma flauta. É o início de uma revolução que culminará em uma nova ordem mundial. Preciso aprender a tocá-la e juntar-me a um bando para propagar o folk pelo mundo.
Senti-me na obrigação de compartilhar vital informação com vocês. Obrigado.

* A flauta na foto não é a minha, mas é o mesmo modelo. Inclusive a cor é igual.

** Realmente preciso aprender a tocar... Minha mãe está começando a arrepender-se de ter me dado a flauta.

*** Comentem algo útil ou fútil sobre este momento íntimo de minha vida que compartilho.

Ein problem, das ich beachtete

É incrível como eu noto uma porrada de gente semelhante, hoje em dia. Não no aspecto exterior, mas no aspecto interior. O interior é o subjetivo, é algo que você mesmo cria, a partir de sua forma de analisar as coisas e o mundo. Claro que pode haver semelhanças de interiores, como o fato de você torcer para um mesmo time de futebol que uma outra pessoa, mas isso é uma coisa simples e de pouca importância. O problema é que noto uma "importação" do caráter e jeito de ser das pessoas. Onde eu fiz essa análise, percebi que os jovens tinham um padrão de pensamento, objetivos, moral e opiniões. Necessariamente, isso não seria ruim... Talvez fosse um grupo de jovens bem instruídos, com idéias em comum... Mas não é bem assim. Infelizmente, são jovens padronizados ao "senso massificado", que é um ideário subjetivo de valores internos que a sociedade capitalista designou como um paradigma. Ou seja, é o padrão que a sociedade capitalista usa pra dizer: "Olha que jovem comportadinho! Ô, coisinha linda do papai! Senta aqui no meu colo e me ajuda a crescer com teu esforço, sem questionar minhas contradições".

Nesse ideário, todo mundo é feliz. Se você está nele, você é feliz, só que mais na teoria que na prática. Não sei como, mas você é guiado a acreditar que és feliz. Não faltam oportunidades para que o "bom humor" apareça no ar e te faça rir, dizendo que ficar triste é coisa de "idiota que não sabe aproveitar a vida", que você é feliz, mesmo sem saber, que você deve ser feliz, feliz, felizfelizfelizfelizfel... Sabe, isso me lembra até um livro, chamado "Admirável Mundo Novo" (é raro eu ler livros), onde, numa sociedade tecnologicamente avançadíssima, as pessoas tomam diariamente uma droga chamada "soma", que lhe dá o sentimento de felicidade por um certo período de tempo. Dessa forma, você está sempre de bem com a vida, jamais fica deprimido, vai trabalhar numa boa, a produtividade aumenta, o capitalismo agradece, ri da sua cara, e você ri junto, achando que ele está a rir contigo, e não de você.

"Peraí, Zé... É problema ser feliz?". Não, amigo, não é! O problema é deixar que eles te convençam que você é feliz, ao invés de você mesmo buscar sua própria felicidade. Uma coisa é ser feliz, outra, é ser convencido de que és feliz. Você pode estar passando por uma puta depressão, mas você se acha feliz porque meteram isso em sua cabeça, mas você começa a se questionar, pois, se você "é feliz", por que sente depressão? Você começa a ser um indivíduo confuso, e pessoas confusas são facilmente guiadas por outras, pois não conseguem achar o seu próprio rumo. Enquanto você está em mar de confusão, eu poderia dizer: "Tá pedreira? É ruim toda essa confusão... Mas não se preocupe, trabalhe bastante na minha empresa que você ficará bem feliz". Pronto! Eu já te guiei em meu próprio benefício! Claro que, na prática, o subliminar não é tão na cara assim. Pouco a pouco, os cartolas da sociedade vão criando um paradigma de vida, exaltando com intensidade a importância do sucesso em uma carreira trabalhista, o quão é importante ter uma profissão boa e uma alta renda, o quão é importante "afogar-se" nos estudos de conhecimento técnico, o quão é importante ter um alto padrão de vida. Ou seja, de tanta importância que dizem ter essas coisas, acaba caindo na cabeça de vários que são coisas fundamentais para a vida, e, logo, devem ser alcançadas. Dando, como resultado, um pensamento mais ou menos assim: "Preciso, com urgência, ser um grande profissional e ganhar dinheiro, senão, serei um ninguém na vida".

Seguindo essa lógica, o pensamento a seguir também é válido: "Se eu sou um grande profissional e ganho dinheiro, sou alguém na vida".

Resumindo, para que sua existência seja algo válido, você só precisa:

- Ser um grande profissional;
- Ganhar dinheiro;

Assim, esqueça os bons valores que realmente importam! Adote os do sistema! Tá fazendo o que, aí, parado? Vai ser médico, advogado, engenheiro, programador de computação! Importe-se só com o seu dinheiro e status! Vire as costas para e ética, concentre-se principalmente com o sucesso pessoal! Ensine isso para o seu filho e contribua para fuder de vez toda a sociedade! :)

Era o que faltava! Um monte de gente sem bons valores, convencidos de que são felizes porque estão no caminho para tornarem-se grandes profissionais!

Ligando o sistema anti-má-interpretação-de-texto: Não é problema você se um grande profissional e ganhar dinheiro, se você quiser contribuir para essa sociedade fútil. É problema se você o fizer visando apenas status e renda! Melhor explicando, não é ruim você ser médico e ganhar seu salário legal, mas é ruim você fazer isso sem ética, sem realmente ligar para o paciente que você atende, deixando de fazer o que é certo em situações críticas, pôr o benefício pessoal acima do bom senso, etc. Seja uma pessoa de atitude! Trate aquele bóia-fria que veio do campo à cidade, tratar-se de uma doença, do mesmo modo que trataria aquele respeitadíssimo juíz criminal. Seja cordial com todos, procure estender suas habilidades para pessoas que realmente necessitam, não caia na tentação de roubar! Nossa... São tantos bons valores. Mas, quando vejo um médico que faz isso, eu digo: "Esse cara é foda! Se morrer, vai fazer uma falta enorme ao mundo!". E é esse tipo de cara que quando morre, o enterro lota de pessoas simples, humildes, mas de sincero e intenso afeto, porque o cara foi realmente um bom sujeito enquanto vivo.

* Nota do autor: Sei que estou longe de ser o cara de bons valores que descrevo acima, e acho difícil eu sê-lo, mas, das poucas boas intenções que tenho, eu gostaria de ver as pessoas enriquecendo seu lado interior, o seu subjetivo, melhorando a afetividade com o próximo e a redução do egoísmo.

Não sou um exemplo pra juventude, mas digo com firmeza que falta personalidade na cabeça dessa garotada! Falta eles criarem suas próprias opinões, pois não aguento mais ver todo mundo com a mesma opinião sobre algo, e, pior, essa opinião ainda vem do bom senso massificado, de um mundo com muita ladainha e pouca atitude. Falta eles criarem seus próprios gostos independente das influências externas, valorizar sua cultura, rebater o genocídio, falta deixarem de ser pseudo-intelectuais e virarem intelectuais de verdade, falta admitirem suas verdadeiras falhas, a podridão que o ser-humano tem dentro de si, renegando por completo a falsidade, e, depois de tudo isso, tentar melhorar, sempre mantendo a modéstia. Enfim, falta esse pessoal ser eles mesmos. Aí, descobrindo a si mesmo, descobres ao próximo, e, juntos, descobrirão uma forma melhor de administrar o mundo.

* Sou pessimista... Acho difícil, mas espero que tudo dê certo, um dia. :)

quinta-feira, agosto 10, 2006

Etwas poesie

Três poemas que fiz há algum tempo. A maioria que lê esse blog já os conhece, mas eu precisava de uma atualização. Não os acho muito bons, e outras pessoas também. Até minha mãe não gosta. Aí é triste. Mesmo assim, aí estão eles:


Cadeira

Eu estava sentado, nem sei por que levantei,
Só fiquei cansado, entristeci,
Lembrei de minha cadeira, no qual um dia sentei,
O colo da menina que outrora amei,
Cansado, cansado... Em pé, assim vivi.


Retorno

Caem no chão as folhas deste ambiente,
Que partem ao solo a dar nova vida,
Oposto do corpo que pousa à minha frente
Que adentra à terra tal qual uma ferida,

Ferida aberta, que traz impureza,
De tanta impureza, envenena a terra,
E na tua alma, a dor e tristeza,
Que um dia causaste, e agora te infesta,

Teu sorriso falso agora se extingue,
Palavras profanas não mais me atingem,
Da foice de trevas sofrestes o corte,

Então cai teu espírito em lago de fogo,
Arda incandescente, sem mostrar remorso,
O que destes na vida, que sofras na morte.


Existência pútrida

A borda de ouro do retrato que te imortaliza,
já não brilha mais com o mesmo vigor,
Antigo dourado, pulsante de vida,
Brilho decadente, trazido da dor,

As tintas do quadro estão desgastadas,
Rosto distorcido que me iludiu,
Tantas falsidades, palavras forjadas,
mulher tão ambígua, de índole vil,

Eis que me encaras, ó, obra tão suja,
De beleza fria, noites de coruja,
Por qual foi o motivo que eu lhe pintei?

Embora tão nobre a resposta esperada,
É um sentimento de chama apagada,
A imagem pintada porque te amei.


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Tenho mais uns dois poemas que poucos leram, ainda. Outro dia eu coloco aqui.

Se leu até aqui, obrigado pela paciência. :)

quarta-feira, agosto 09, 2006

Hinter den vorhängen des treppenhauses zur universität

Atualmente, no ano letivo de 2006, preparo-me para encarar a fase final do vestibular para a faculdade em que pretendo entrar. Não sou o único, há várias pessoas com o mesmo o objetivo que eu. Todo mundo sabe que um mesmo objetivo não implica um mesmo caminho, eu posso passar no vestibular com uma certa preparação, e algum indivíduo com outra. O problema é a loucura com a qual o pessoal encara isso.

No vestibular, você sempre vai achar três tipos de pessoas:

- Os que almejam um curso que viabilize elevado retorno financeiro (também conhecido como enche-cu-de-grana);

- Os que almejam um curso que viabilize uma profissão que você tenha prazer em exercer (e, por conseguinte, não reclamarás do seu trabalho por quase quatro décadas até te aposentares);

- Os que não almejam porra nenhuma, os familiares quem escolheram o curso que o indivíduo deve cursar;


Seja lá qual for seu tipo, o cara quer porque quer passar! Alguns levam isso a sério demais. Quando você leva algo a sério demais, adicionado à insegurança, nasce a preocupação. É uma sementinha ainda... Mas a escola em que você estuda (ou pelo menos as da região onde moro), tem prazer em vê-la crescer. Rega, rega, rega... Oigalê! A semente germinou! De tanto meterem medo de vestibular em você, sua preocupação virou desespero. Oh, e agora? "Run to the Hills"? Sim, mas os "hills", nesse caso, é uma certa escola ou cursinho. Melhor explicando, enquanto a atmosfera enche-se de medo e incertezas sobre o vestibular, os de personalidade fraca tornam-se desesperados e topam tudo:

- Ai... Pra passar nesse vestibular, eu iria pra cama até com a Dercy Golçalves.
- Olhe, rapaz... Por que você não estuda no meu colégio? O estudante que passou em primeiro lugar no curso de medicina estudou lá.
- Pô, velho... Já é! Vamo lá fazer a matrícula!

Parabéns, vitória do exu capitalista sobre o pobre rapaz.

Logo, logo estarão investindo em você, dizendo: "Estude! Estude bastante! Eu quero ver você passado no vestibular!". Mas, se ligarmos o tradutor anti-picaretagem, ouviremos: "Estude! Estude bastante! Passa em primeiro lugar e atrai mais estudante pra eu encher o rabo de grana!". É bastante engenhoso... Você planta no início do ano, e colhe no final dele. Se sua colheita for boa, terás um monte de alunos classificados no vestibular, e, no próximo ano, vários pelegos desesperados achando que sua escola será fundamental para o sucesso deles. A partir daí, basta sentar, relaxar e ver o dinheiro aumentar. Isso é um ciclo vicioso, e cada vez dá mais grana. Além de esta ser uma mentalidade reservada aos "cartolas" do colégio, os donos. Id est, enquanto os professores e coordenadores estão a achar que contribuem para nossa sociedade, formando cidadões, os cartolas estão mais ligados no lucro que dá toda essa "cidadania".

Eu tenho sorte de poder olhar de longe isso tudo... Sou do grupo que faz vestibular para obter uma profissão que você goste de exercer, e o curso que almejo é licenciatura em matemática. É até fácil passar nisso. Então, não preciso me matar de estudar. Entretanto, é curioso que eu vá ser professor. Até prevejo uma cena assim:


- Professor José? O que estás fazendo na minha sala?
- Não se faça de desentendido, Dr. Albuquerque Vindhoff! Sei muito bem que, sendo dono desse colégio, você lucra manipulando as mentes fracas!

No outro dia, na sala de aula:

- Olá, turma! Eu sou o novo professor de matemática. O professor José faleceu de uma causa desconhecida, infelizmente. Bom... A vida continua. Vamos abrir a apostila na página 32!


... Essa cena me fez concluir que é melhor não me meter nessa máfia do vestibular... Então, vamos desviar o assunto disso aqui. :D

De qualquer maneira, vestibular é bastante presente, aqui. É assunto geral da garotada. Desbanca assuntos como sexo, drogas, rock'n roll ou futebol. Eu chego com um sujeito qualquer e pergunto:

- Viu o jogo do Mengão, ontem? Foi do caralho, né?
- Não sei... Eu tava estudando.
- Mas o jogo foi lá pras dez horas da noite... Tu começas a estudar assim que chegas em casa... E ainda não tinha terminado?
- Pô, cara... Tem que se esforçar pra passar no vestibular, né?

Meu raciocínio quanto a isso é o seguinte: Digamos que lhe dê uma lista com 1000 nomes. Você demora 1 hora para ler os 1000 nomes atenciosamente, a fim de decorá-los. Entretanto, você só decorou 100 deles. Faltou 900. É óbvio que você não conseguiria decorar todos numa só lida, mas, se fosse pra conseguir decorar só 100 nomes, que lesse apenas os 100 primeiros. Você pouparia tempo e esforço. Dessa forma, poderia aproveitar esse período livre para descansar. Descansado, você pode estudar no dia seguinte com maior rendimento. Agora, estudar 8 horas por dia, sendo que o máximo que tu podes aprender não deve passar de 2 ou 3 horas de estudo, só vai te deixar fatigado, para você, no dia seguinte, apresentar um rendimento menor nos estudos, mas, repetindo a carga horária, acaba por gerar um ciclo vicioso de rendimento decrescente. Falo isso porque eu sei, empiricamente, que você não aprende tudo o que estudas de uma só vez. Isso se você quiser APRENDER, porque decorar é arriscado... Tua mente não é disco rígido de computador, que mantém fidedigno o conteúdo de um texto. É capaz de você escrever na sua prova de história que Dom Pedro II decretou um bloqueio intercontinental ao Acre e que Che Guevara veio com Diego Maradona para salvar aquele povo. Nunca se sabe o quão confuso você pode ficar, se gerar stress e rotina cansativa com essa carga horária excessiva de estudo.

Tudo o que escrevi acima pode parecer papo de louco e vagabundo... Sim, de certa forma é, mas não deixa de ter sua parte de verdade. Nada contra essa galera que quer se matar para passar no vestibular, seja para realizar seu sonho, para se gabar por status e grana ou para satisfazer familiares. Só acho que isso é desnecessário, independente do índice de concorrência do seu curso. Quem aprende fácil e rápido, ótimo. Quem aprende com dificuldades, aí complica. Dissiparidades de intelectuo existem. Se você passa 8 horas para aprender uma matéria, não espere competir nas mesmas condições psicológicas que aquele que aprende em 2 horas. É como um darwinismo social do vestibular, mas como sempre existe zebra, nunca se sabe. E não me levem a mal por esse comentário e pelo texto em si... Eu me encaixo é no grupo que deveria passar 8 horas estudando para aprender uma matéria... Só não o faço por pura vagabundagem. E quem sou eu para criticar o mainstream das escolas, se fui levado a escola atual em que estudo porque a mídia influenciou minha mãe?

Só estou expondo idéias. Quem comentar, vai ganhar um super-brinde e fingir que estou falando a verdade quanto a isso.

terça-feira, agosto 08, 2006

Trauriger geliebtstreifen

Hoje, vai uma tira como atualização:


logo


É mais uma daquelas em que o mocinho dá vexame, infelizmente.

domingo, agosto 06, 2006

Sehr kurze geschichte

Paulo Victor, famoso guia turístico da cidade maravilhosa, recebia Sebastião da Silva, mineiro até o talo. Depois de 3 horas seguidas de explicações sobre monumentos e locais, Sebastião, faminto, pergunta a Paulo:

- Ocê sabe onde que tem um trem bão pra eu comer, uai?

E o Paulo responde:

- Piuíííííííí!!!!!!!!!!!

Ps: Este post foi para brincar com meu digníssimo amigo Paulo Victor, o melhor estudante de turismo do Rio de Janeiro (ou não).

sábado, agosto 05, 2006

Ich kenne nicht Deutsch, ich benutzte einen on-line-übersetzer

Texto de Apresentação

Meu nome é Zé. Eu gosto de Toddy em pó, música folclórica e de dormir. Nunca quis ganhar um prêmio Nobel por ter encontrado uma solução para um problema que o próprio homem inventou. Eu me contentaria em ter uma esposa e filho, vivendo tranquilamente com eles até o dia da minha morte. Tenho poucos sonhos, nenhum inatingível ou fantasioso, são simples, mas difícies de se realizar, ao serem incorporados às circunstâncias geradas pela minha vida e jeito de ser. Sou um tanto egoísta, mas verdadeiro... Eu poderia ser um sonhador e dizer que meu sonho é que a paz mundial se consolide. Entretanto, eu não ficaria felicíssimo de saber que árabes e judeus não vão mais matar uns aos outros por causa de territórios... E nem ficaria triste. Para mim, sinceramente, eles quem procuraram esse caminho. Não vou ficar dizendo: "Bicho... Que triste toda essa matança... Morô?". Já vi muita gente dizer: "Guerra tristíssima. Fico deprimido só de saber dela". No entanto, com essas mesmas pessoas eu digo:

- Viu só as crianças que morreram no Líbano?
- Pô, cara... É mesmo... Triste... Aliás, tô ferrado no colégio. Preciso estudar, senão vou reprovar no vestibular.

Ou seja, é da boca pra fora... Quem tá longe da guerra, não sofre, todos são egoístas. A diferença entre uma minoria, como eu, e uma maioria de pessoas, é a capacidade de admitir: "Sim, sou um merda! Não estou nem aí pro pessoal que leva chumbo na cabeça". Acho foda, mas a guerra é o caminho que aqueles seres humanos escolheram, e isso diz respeito a eles. Não é o árabe, nem o judeu, nem o líbano os inocentes... Não importa quem provocou primeiro, o que importa é a violência por eles adotada, e o não cessar dela. Questão de honra? Questão de vingança? Questão pessoal de uma nação (ou de uma oligarquia que ela representa). Ninguém quer meter a mão no fogo por esse povo.

Continuando minha apresentação, sou alguém bastante burro no que diz respeito a "conhecimento técnico" (salvo matemática, onde eu ainda me saio um tanto bem). Gosto do conhecimento humano, da subjetividade e compreensão do que somos e como chegamos onde estamos. Gosto de fazer da vida um teatro, sentar em algum lugar e ficar olhando as pessoas vivendo suas vidas... Algumas, guiadas como cordeirinhos por um pastor (que, na maioria das vezes, é o sistema político). Outras, rebelam-se de alguma maneira, pois estão contra algo (alguns nem sabem contra o quê), buscando auto-afirmar-se, protestar ou buscar um novo modo de vida. Por fim, há os que vivem a vida de forma bem peculiar, sem muitas influências externas... Pessoas que vivem buscando a felicidade de si próprio e daqueles que amam (este, ao meu ver, é o melhor modo de vida).

Gosto da natureza, gosto de vê-la firme e forte, não devastada, é uma visão bonita e você nota mais vida onde ela está presente. Não tenho nada contra o predatismo do homem sobre o meio-ambiente, mas tenho contra o excesso de predatismo. Quando você corta uma árvore de uma floresta, há perda na natureza, mas ela pode recuperar-se. No entanto, a taxa de recuperação não acompanha o ritmo com o qual o homem desmata florestas, cria queimadas e polui rios. Capitão Planeta é um desenho animado, e só lá que a natureza recuperava-se num passe de mágica. Na vida real, o ser humano fode tudo em nome do "progresso", mas o que é o progresso diante da nossa própria queda que teremos de encarar, por destruir o que nos dá sustento. Ninguém aqui é o Superman! O homem é frágil pra caralho! O homem é só uma bosta ambulante que tem o poder de raciocinar, mas parece só raciocinar merda! Se você não é o Superman, como pode aturar altas temperaturas, secas, escassez de alimento, poluição desenfreada, etc? É a natureza que te dá teu alimento diário, é a natureza que mantém um clima agradável para se viver no nosso planeta, é a natureza que mantém o equilibrio original das coisas... Se você destrói a natureza, cedo ou tarde você vai junto com ela, também. Então, o que é melhor: Detonar todo o meio-ambiente e evoluir o conhecimento técnico e seus frutos na velocidade da luz ou ir com moderação e preservar a natureza junto com a vida humana? Canso de ver esses gringos doutores em conhecimento técnico serem derrotados por catástrofes naturais, o que prova a força da natureza diante do homem. Quando a incidência de terremotos, maremotos, furacões e radiações solares aumentarem, quero ver quem vai ser o japonês ou americano que vai nos salvar.

Mim também não dar muito valor às coisas supérfluas. Favor não me confundir com Diógenes de Sínope, pois não levo as coisas ao extremo. Como já escrevi no primeiro parágrafo, uma vida simples ao lado de quem amo é suficiente para me fazer feliz. Quero viver do meu jeito e ser feliz do meu jeito! E é exatamente por isso que não existe segredo da felicidade, pois cada um tem sua forma de encará-la. Às vezes, eu simplesmente tenho vontade de pegar algum instrumento com o qual simpatizo (gaita-de-fole, flautas em geral, alaúde) e sair por aí, tocando para as pessoas, só para compartilhar minha música com quem quiser escutá-la. Nah... Coisas simples, mas que me dariam satisfação.

Uma coisa que me chateia é, embora eu queira uma esposa, eu não tenho o menor jeito com mulheres. Soma-se timidez, falta de uma boa conversa e ousadia... Além do um pensamento incomum na sociedade atual: Eu quero uma mulher pra amar. A maioria dos meninos ficam pensando em quantas bucetinhas são capazes de pegar, na sua juventude, para depois envelhecerem, broxarem, e descobrirem que não têm uma mulher que realmente os ame, pois passaram a vida inteira tratando mulheres como meros objetos sexuais... Mas no outro lado da moeda só invertem-se os papéis! Também tem muita menininha pensando em pica e tendo como sonho de consumo ser molestada pelo Brad Pitt. Esse tipo de menina só faz jogar lenha na fogueira dos meninos-que-só-pensam-em-sexo, e elas gostam disso. A mulher moderna de hoje é aquela que estuda feito condenada, passa no vestibular, rala na faculdade, consegue um emprego, enche a conta bancária de dígitos e vira uma workaholic. Nada de filhos, afinal, "a gente não nasceu pra ficar cuidando de criança"... Muito menos marido, pois "eu que não vou ficar vivendo minha vida pra um macho". Homem, "só se for para dar uma transadinha". Ou seja, "sou uma mulher moderna, contribuo para o belo quadro social capitalista, não sei porra nenhuma além do meu ofício, não sei nem aquecer leite de criança no microondas, não constituí minha família, não sei nada sobre a vida, vou morrer e não vou fazer a mínima falta para ninguém, pois há uma multidão de mulheres modernas prontas para me substituir". Robotização do caráter humano, eu diria? Não sei... A mulher moderna de hoje parece só servir para o sexo, um corpo feminino dotado de conhecimento técnico, mas reprovada na escola da vida, protegida apenas pelo protecionismo ofertado pelo sistema, às pessoas que robotizam-se para ele seguirem. É onde o tão falado "feminismo" levou as mulheres. Quanto aos homens modernos, é farinha do mesmo saco... É como se fosse uma mulher moderna com pênis e pelos.

Aproveitando que estou a finalizar o texto, queria destroçar minha timidez e entrar em contato com alguma garota que tenha tido a paciência de ler esse texto. Se você for de minha cidade e eu me apaixonar por você, podemos namorar, casar e encher a casa com 27 filhos... Ou fazer uma vasectomia depois do primeiro. :)

Ah, sim, e nem comentei sobre meu gosto para com o sexo oposto... Não ligo muito pra aparência (até porque sou feio), mas ressalto que abomino tatuagens e gosto muito de cabelos compridos (o meu é curto). Meninas idiotas são uma lástima, não gosto delas. Meninas inteligentes, só se for inteligência de pensamento amplo e reflexivo, e não de conhecimento técnico. De qualquer maneira, garotas ecléticas na forma de pensar, e que gostam de aprender coisas novas, fazem meu tipo.

Independentemente do final deste texto, isso não foi um anúncio amoroso, foi uma apresentação. Depois eu vejo o que postar no blog... Pode ser meus pensamentos aleatórios ou piadas roubadas de algum lugar.

Se leu até aqui, obrigado. Deus lhe pague pela paciência!