quinta-feira, agosto 10, 2006

Etwas poesie

Três poemas que fiz há algum tempo. A maioria que lê esse blog já os conhece, mas eu precisava de uma atualização. Não os acho muito bons, e outras pessoas também. Até minha mãe não gosta. Aí é triste. Mesmo assim, aí estão eles:


Cadeira

Eu estava sentado, nem sei por que levantei,
Só fiquei cansado, entristeci,
Lembrei de minha cadeira, no qual um dia sentei,
O colo da menina que outrora amei,
Cansado, cansado... Em pé, assim vivi.


Retorno

Caem no chão as folhas deste ambiente,
Que partem ao solo a dar nova vida,
Oposto do corpo que pousa à minha frente
Que adentra à terra tal qual uma ferida,

Ferida aberta, que traz impureza,
De tanta impureza, envenena a terra,
E na tua alma, a dor e tristeza,
Que um dia causaste, e agora te infesta,

Teu sorriso falso agora se extingue,
Palavras profanas não mais me atingem,
Da foice de trevas sofrestes o corte,

Então cai teu espírito em lago de fogo,
Arda incandescente, sem mostrar remorso,
O que destes na vida, que sofras na morte.


Existência pútrida

A borda de ouro do retrato que te imortaliza,
já não brilha mais com o mesmo vigor,
Antigo dourado, pulsante de vida,
Brilho decadente, trazido da dor,

As tintas do quadro estão desgastadas,
Rosto distorcido que me iludiu,
Tantas falsidades, palavras forjadas,
mulher tão ambígua, de índole vil,

Eis que me encaras, ó, obra tão suja,
De beleza fria, noites de coruja,
Por qual foi o motivo que eu lhe pintei?

Embora tão nobre a resposta esperada,
É um sentimento de chama apagada,
A imagem pintada porque te amei.


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Tenho mais uns dois poemas que poucos leram, ainda. Outro dia eu coloco aqui.

Se leu até aqui, obrigado pela paciência. :)