quarta-feira, agosto 09, 2006

Hinter den vorhängen des treppenhauses zur universität

Atualmente, no ano letivo de 2006, preparo-me para encarar a fase final do vestibular para a faculdade em que pretendo entrar. Não sou o único, há várias pessoas com o mesmo o objetivo que eu. Todo mundo sabe que um mesmo objetivo não implica um mesmo caminho, eu posso passar no vestibular com uma certa preparação, e algum indivíduo com outra. O problema é a loucura com a qual o pessoal encara isso.

No vestibular, você sempre vai achar três tipos de pessoas:

- Os que almejam um curso que viabilize elevado retorno financeiro (também conhecido como enche-cu-de-grana);

- Os que almejam um curso que viabilize uma profissão que você tenha prazer em exercer (e, por conseguinte, não reclamarás do seu trabalho por quase quatro décadas até te aposentares);

- Os que não almejam porra nenhuma, os familiares quem escolheram o curso que o indivíduo deve cursar;


Seja lá qual for seu tipo, o cara quer porque quer passar! Alguns levam isso a sério demais. Quando você leva algo a sério demais, adicionado à insegurança, nasce a preocupação. É uma sementinha ainda... Mas a escola em que você estuda (ou pelo menos as da região onde moro), tem prazer em vê-la crescer. Rega, rega, rega... Oigalê! A semente germinou! De tanto meterem medo de vestibular em você, sua preocupação virou desespero. Oh, e agora? "Run to the Hills"? Sim, mas os "hills", nesse caso, é uma certa escola ou cursinho. Melhor explicando, enquanto a atmosfera enche-se de medo e incertezas sobre o vestibular, os de personalidade fraca tornam-se desesperados e topam tudo:

- Ai... Pra passar nesse vestibular, eu iria pra cama até com a Dercy Golçalves.
- Olhe, rapaz... Por que você não estuda no meu colégio? O estudante que passou em primeiro lugar no curso de medicina estudou lá.
- Pô, velho... Já é! Vamo lá fazer a matrícula!

Parabéns, vitória do exu capitalista sobre o pobre rapaz.

Logo, logo estarão investindo em você, dizendo: "Estude! Estude bastante! Eu quero ver você passado no vestibular!". Mas, se ligarmos o tradutor anti-picaretagem, ouviremos: "Estude! Estude bastante! Passa em primeiro lugar e atrai mais estudante pra eu encher o rabo de grana!". É bastante engenhoso... Você planta no início do ano, e colhe no final dele. Se sua colheita for boa, terás um monte de alunos classificados no vestibular, e, no próximo ano, vários pelegos desesperados achando que sua escola será fundamental para o sucesso deles. A partir daí, basta sentar, relaxar e ver o dinheiro aumentar. Isso é um ciclo vicioso, e cada vez dá mais grana. Além de esta ser uma mentalidade reservada aos "cartolas" do colégio, os donos. Id est, enquanto os professores e coordenadores estão a achar que contribuem para nossa sociedade, formando cidadões, os cartolas estão mais ligados no lucro que dá toda essa "cidadania".

Eu tenho sorte de poder olhar de longe isso tudo... Sou do grupo que faz vestibular para obter uma profissão que você goste de exercer, e o curso que almejo é licenciatura em matemática. É até fácil passar nisso. Então, não preciso me matar de estudar. Entretanto, é curioso que eu vá ser professor. Até prevejo uma cena assim:


- Professor José? O que estás fazendo na minha sala?
- Não se faça de desentendido, Dr. Albuquerque Vindhoff! Sei muito bem que, sendo dono desse colégio, você lucra manipulando as mentes fracas!

No outro dia, na sala de aula:

- Olá, turma! Eu sou o novo professor de matemática. O professor José faleceu de uma causa desconhecida, infelizmente. Bom... A vida continua. Vamos abrir a apostila na página 32!


... Essa cena me fez concluir que é melhor não me meter nessa máfia do vestibular... Então, vamos desviar o assunto disso aqui. :D

De qualquer maneira, vestibular é bastante presente, aqui. É assunto geral da garotada. Desbanca assuntos como sexo, drogas, rock'n roll ou futebol. Eu chego com um sujeito qualquer e pergunto:

- Viu o jogo do Mengão, ontem? Foi do caralho, né?
- Não sei... Eu tava estudando.
- Mas o jogo foi lá pras dez horas da noite... Tu começas a estudar assim que chegas em casa... E ainda não tinha terminado?
- Pô, cara... Tem que se esforçar pra passar no vestibular, né?

Meu raciocínio quanto a isso é o seguinte: Digamos que lhe dê uma lista com 1000 nomes. Você demora 1 hora para ler os 1000 nomes atenciosamente, a fim de decorá-los. Entretanto, você só decorou 100 deles. Faltou 900. É óbvio que você não conseguiria decorar todos numa só lida, mas, se fosse pra conseguir decorar só 100 nomes, que lesse apenas os 100 primeiros. Você pouparia tempo e esforço. Dessa forma, poderia aproveitar esse período livre para descansar. Descansado, você pode estudar no dia seguinte com maior rendimento. Agora, estudar 8 horas por dia, sendo que o máximo que tu podes aprender não deve passar de 2 ou 3 horas de estudo, só vai te deixar fatigado, para você, no dia seguinte, apresentar um rendimento menor nos estudos, mas, repetindo a carga horária, acaba por gerar um ciclo vicioso de rendimento decrescente. Falo isso porque eu sei, empiricamente, que você não aprende tudo o que estudas de uma só vez. Isso se você quiser APRENDER, porque decorar é arriscado... Tua mente não é disco rígido de computador, que mantém fidedigno o conteúdo de um texto. É capaz de você escrever na sua prova de história que Dom Pedro II decretou um bloqueio intercontinental ao Acre e que Che Guevara veio com Diego Maradona para salvar aquele povo. Nunca se sabe o quão confuso você pode ficar, se gerar stress e rotina cansativa com essa carga horária excessiva de estudo.

Tudo o que escrevi acima pode parecer papo de louco e vagabundo... Sim, de certa forma é, mas não deixa de ter sua parte de verdade. Nada contra essa galera que quer se matar para passar no vestibular, seja para realizar seu sonho, para se gabar por status e grana ou para satisfazer familiares. Só acho que isso é desnecessário, independente do índice de concorrência do seu curso. Quem aprende fácil e rápido, ótimo. Quem aprende com dificuldades, aí complica. Dissiparidades de intelectuo existem. Se você passa 8 horas para aprender uma matéria, não espere competir nas mesmas condições psicológicas que aquele que aprende em 2 horas. É como um darwinismo social do vestibular, mas como sempre existe zebra, nunca se sabe. E não me levem a mal por esse comentário e pelo texto em si... Eu me encaixo é no grupo que deveria passar 8 horas estudando para aprender uma matéria... Só não o faço por pura vagabundagem. E quem sou eu para criticar o mainstream das escolas, se fui levado a escola atual em que estudo porque a mídia influenciou minha mãe?

Só estou expondo idéias. Quem comentar, vai ganhar um super-brinde e fingir que estou falando a verdade quanto a isso.