segunda-feira, setembro 25, 2006

Eine epische reise

Atualmente. Comecei este texto com a palavra "atualmente" porque minha professora de redação disse que é horrível introduzir um texto usando-a. Assim sendo, eu, visando empiricidade, resolvi testar e ver o resultado. Pelo menos aqui, nada houve de errado. Não sei se para você foi grotesco, se foi um atentado ao pudor e aos bons costumes ler essa palavra no início de um texto, assim como também não sei se o fato de eu tê-la usado vai ser mais importante que o conteúdo do meu texto, o que, por bom senso, deveria ter mais enfoque que uma mera palavra. Então, aqui vamos nós:

Volta e meia e meia volta, eu assistia aqueles filmes épicos, sobre heróis que partiam em longas jornadas em busca de um tesouro, uma relíquia, algo bastante valioso. Eles enfrentavam vários perigos, obstáculos, dificultades, para, enfim, terem em mãos a tão sonhada recompensa. Pois bem, jornadas épicas, em uma sociedade como a nossa, quase sem fantasia e romantismo, é raridade, mas me vejo em uma jornada épica, devido a algumas circunstâncias. Como eu já citei em textos anteriores, tenho almejos simples, mas que me trarão muita felicidade, e saio em busca deles, sempre feliz por desejar coisas simples que, teoricamente, não são complicadíssimas de serem obtidas. Um dos meus almejos é constituir uma família, e, para isso, preciso de uma esposa, algo que também quero, uma mulher para eu amar. Isso eu pensava ser fácil! Ah, eu pensava! Para mim, era só eu esperar que o tempo fizesse-me encontrar uma garota pela qual meu coração bradaria de felicidade e bem-querer, que eu a conhecesse melhor, que pudéssemos desenvolver bastante o amor mútuo até chegarmos a um namoro, e, posteriormente, casamento. Claro que havia outras dificuldades, mas se chegássemos na fase do amor mútuo desenvolvido, superá-las seria fácil. Fácil, fácil... Fácil é o que não é, onde me encontro. Localizar uma mulher que queira algo sério, que queira amor, que queira constituir família, isso tudo é difícil... Mais que difícil... É a recompensa de uma jornada épica, por anos de intensa procura e análise de centenas de mulheres, por lutar bravamente contra o fluxo direcionado do pensamento e concepções massificados, por ser impermeável aos maus valores da sociedade, por levantar-se mesmo diante das constantes derrotas, por jamais deixar o amor sucumbir. Ai, ai... Olhe só o que fui almejar, meu Deus! De tantos sonhos, logo um dos mais complicados. O bom amor que Tu tanto ensinaste e semeaste, por eu querê-lo, sou dificultado.

Fico pensando que, mesmo eu sendo bastante feio, seria muito mais fácil se eu desejasse ser um "pegador" de mulheres, se eu as visse como um objeto meramente sexual, se eu só desejasse brandir meu pênis diante das vaginas que entregam-se como as crédulas gregas que aceitavam sacrificar-se para o agrado de seus deuses, ah... Tudo seria mais fácil. Uma vida promíscua, boêmia, massificada, impura e vazia. A Besta surge - mesmo de evidente maldade, uma multidão a cultuou, cultua e cultuará. Assim é a vida que citei, mesmo preenchida de más qualidades, muita simpatia a ela é dada. Terá o homem uma atração pelos maus valores? Terá ainda o homem a curiosidade do sabor da maçã, que da pureza o expulsa por ingenuidade dele deixar-se corromper? Não, não estou aqui para santificar-me, pois de impuro ostento o fado, mas nem por isso fecho a visão às mazelas da vida. Peço dos outros o mesmo, que conscientizem-se. Somos impuros. Se desenvolvermos bons valores e transmitirmos aos nossos filhos, menos impuros eles serão, se eles o mesmo fizerem, nossos netos terão mais pureza ainda... Assim deveria ser. É mais fácil ser feliz, se você não vive chafurdado em egoísmo, inveja, avareza, soberba, luxúria e tantas outras tristezas deste mundo.

Fui criado quase que totalmente por uma mulher, minha mãe. Aprendi a respeitar uma mulher como pessoa, e, se bom valores ela tiver, respeito a mulher como um ser superior, até mesmo superior ao homem, pois quando vejo uma mulher e um homem, ambos com bons valores, é a do sexo feminino quem apresenta maior qualidade e melhor quantidade desses valores subjetivos. Entretanto, o oposto também vale, pois quando vejo uma mulher e um homem, ambos com maus valores, é a do sexo feminino quem apresenta maior quantidade e podridão dos tais valores subjetivos. Assim, a mulher em minha visão só pode ser duas coisas: O melhor dos seres ou o pior dos seres, ela quase sempre fica nos extremos (em poucos casos existe um "meio-termo"), mas nada supera ser o melhor dos seres, e nem custa grande coisa, apenas custa desenvolver bons valores, coisa que os pais deveriam ensinar e fazer a manutenção para que esses bons valores continuem ativos, além de dar exemplo (é nesse parte que peco, pois sou do tipo "faça o que digo, mas não faça o que faço"). Dessa forma, acabo por não entender o motivo pelo qual tanto a mulher, quanto o homem, renegam a idéia do amor, e rendem-se à luxúria, assim como renegam a constituição da família, em prol de um individualismo regado a egoísmo e futulidade. Não concordo com essa visão puramente sexual das pessoas, e de que "ninguém é de ninguém". Aliás, esta última é até curiosa. O pessoal diz que casamento "prende", que namoro "prende". Só se for corrente que prende luxúria, porque casamento e namoro não exclui a interação de uma pessoa com outras, é apenas um pacto de castidade, porque o sexo é (ou deveria ser) um ato de amor, e a pessoa não vai agir como prostituta perante alguém recém-conhecido, só porque achou-o interessante ou atraente.

Nesse caminho em que estamos, relegando as pessoas a um mero sexualismo, vamos "selvageando-nos", deixando que nossos instintos superficialmente nos governe, enquanto uma poderosíssima e oculta casta de inteligentes senhores governa nossa vida, ditando as regras de um sistema que abriga a muitos de nós. Esqueceis a razão, esqueceis o amor, esqueceis quem são, viram peões, viram robôs. Deixo claro que o processo de "selvageamento" não depende só da luxúria, mas de todos os outros bons valores que o homem deixa de ter, e que, pouco a pouco, dizimam o sentimentalismo e a razão.

Este foi um texto de reflexões múltiplas. Não sou organizado, não consigo pôr todas e organizá-las a fim de facilitar a compreensão. Deixo que vocês tirem suas próprias conclusões sobre o que eu escrevi. Espero que consigam organizar a idéia que eu não consegui organizar. Enquanto isso, continuo a jornada em busca de uma donzela, a quem eu possa libertar de negra torre que entristece minha amada, e, assim, libertado também serei. A quem leu até aqui: Obrigado.

terça-feira, setembro 19, 2006

Ein witz, zum der traurigkeit zu vergessen

Estou sem inspiração, e sobra preguiça de atualizar isso aqui. Também, acho que nem mais o Thiago lê! Estou doente, puto, tenho umas provas escolares para fazer e não sei nada, eu queria me apaixonar por outra pessoa, bla, bla, bla, etc e etc, aqui vai uma piadinha dos empoeirados livros de anedotas:

Por que o frango atravessou a estrada?

Algumas respostas:

Professora Primária: Porque queria chegar do outro lado da estrada.

Zé Pequeno: Pra não levar um tiro na cabeça, caralho! Pega o frango, porra!

Aristóteles: É da natureza do frango atravessar a estrada.

Platão: Porque buscava alcançar o Bem.

Datena: Para ser atropelado por esses motoristas que saem impunes na grande São Paulo. Isso é um absurdo! Pode mostrar as imagens!

Nelson Rodrigues: Porque viu sua cunhada, uma galinha gostosa e sedutora, do outro lado da estrada.

Marx: O atual estágio das forças produtivas exigia uma nova classe de frangos, capazes de cruzar a estrada.

Moisés: Uma voz, vinda do céu, bradou ao frango: "Cruze a estrada!" O frango assim fez, e todos regozijaram-se.

Almir Klink: Para ir onde nenhum frango jamais esteve.

Lula: Companheiros, isso não importa. O que importa é que, com o programa Fome Zero, o brasileiro está comendo mais frango.

Martin Luther King: Eu tive um sonho. Vi um mundo no qual todos os frangos eram livres para atravessar a rua sem que sejam questionados seus motivos.

Maquiavel: A quem importa o porquê? Estabelecido o fim de cruzar a estrada, é irrelevante discutir os meios que utilizou para isso.

Bush: Para ameaçar a democracia mundial. Precisamos eliminar o frango antes que ele elimine a gente!

Fidel Castro: Para estar más a cerca dela playa y huir de Cuba! Fuego en él, hombres!

Freud: A preocupação com fato de o frango ter atravessado a estrada, é sintoma de sua insegurança sexual.

Einstein: O frangou atravessou a estrada? Ou a estrada moveu-se sob o frango? Depende do ponto de vista. Tudo é relativo.

Darwin: Ao longo de grandes períodos de tempo, os frangos têm sido selecionados naturalmente, de modo que, agora, têm uma predisposição genética a atravessar ruas.

Sartre: Trata-se de mera fatalidade. A existência do frango está em sua liberdade de cruzar a estrada.

Nietzsche: Ele deseja superar sua condição de frango, para tornar-se um superfrango.

Blaise Pascal: Quem sabe? O coração do frango tem razões que a própria razão desconhece.

Sócrates: Tudo o que sei, é que nada sei.

Parmenides: O frango não atravessou a estrada, porque não podia mover-se. O movimento não existe.

Che Guevara: Hay que cruzar la carretera, pero sin jamás perder la ternura!

Pinochet: Él se fué, pero tengo muchos penachos de él en mi mano!

Maconheiro: Foi uma viagem...

Surfista: O bicho atravessou, cara... Maneiro... Issaaaaaaa!!!!

Feministas: Para humilhar a galinha, num gesto exibicionista, tipicamente machista, tentando, além disso, convencê-la de que, enquanto galinha, jamais terá habilidade para cruzar a estrada.

Caetano Veloso: O frango é amaro, lindo, uma coisa amara assim... Ele atravessou, atravessa e atravessará a estrada porque Narciso, filho de Canô, quisera comê-lo... Ou não!

Luciana Gimenez: Para se juntar aos outros mamíferos.

Kléber Bam Bam: É complicado... Mas faz parte.

Porta-voz da Otan: Iiiih... Era um frango?!


Nem vou agradecer por lerem até aqui. Quando é piada, todo mundo lê. :(

segunda-feira, setembro 11, 2006

Denken an kursteilnehmer

Segunda-feira, sendo que sexta-feira foi dia de prova no colégio. Quando assim é, raia o dia com alguns alunos tomados pela incerteza de ter tido ou não um bom desempenho, na dita prova, outros, tomados pelo o egocentrismo, exibem sua bela performance ali feita, e, outros outros, tomados pela desilusão, lamentam a futura nota baixa a ser adquirida. Já ao pequeno Zé, cabe uma postura de "o que vier, veio"; tento obter uma boa pontuação, só para terminar logo o martírio escolar, mas se não deu, paciência.

O bom de minha postura desleixada é que deixo de vidrar as atenções em mim (não fico ponderando sobre incertezas ou fatos consumados sobre meu desempenho), e passo a olhar os outros. A inteligência técnica não me dá as caras, sou "burrinho", assim dizendo, e onde me situo, na sala aula, vivem pessoas que, embora sejam mais inteligentes que eu, compartilham da mesma visão modesta possuída por mim. Gosto de citar as coisas armando uma situação, então, aqui vai:

Dois alunos inteligentes da sala-de-aula, ao checarem o gabarito da prova:

- Amagad! É o fim!
- O que foi?
- Das quinze questões, eu errei duas!
- Oh, noes!
- Cara, me abraça! Não vou passar no vestibular, no fim do ano!
- Calma, amigo! Estou aqui pra te consolar!
- Buaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

Dois alunos modestos da sala-de-aula, do grupo social com o qual interajo:

- Oigalê! Agora, foi!
- O que foi?
- Das quinze questões, errei só cinco!
- Puta merda! Estás feito, caboclo! Tá passado no vestibular!
- Fiesta, cabrone!
- Arriba!!!!

Os dois pegam uma viola e começam a cantar: "El sol dela Galicia brilla fuerte como siempre..."

O que explica isso? Será aquela visão de otimismo ou pessimismo? Copo meio cheio, copo meio vazio? Besteira! Fato é fato! Um pelego que duas questões erra na prova, com nove de dez pontos fica! Sendo média escolar de sete pontos, tu estando com dois pontos acima da média, e um abaixo do máximo, mau estás? Pessimista ou otimista, tens de reconhecer que nove pontos é nota boa! Qual problema há com o povo inteligente em conhecimento técnico, que em nota boa vêem fracasso? Seria pressão dos pais?

- Somente nove pontos, Gustavo Bierhoff Junior?
- Não é uma nota boa, papai?
- Só se for para fracassados como você! É para isso que pago seu colégio?
- Mas, papai...
- Cale a boca, moleque! Vá para o pelourinho! Um castigo lhe espera!

Estranho, porque aqui em casa é:

- Mainha, pontuei sete, na prova!
- Tá de brincadeira, moleque?
- Falo sério!
- Santo Expedito das Causas Impossíveis! Obrigado por ajudar minha criança!
- Viva o santo!
- Espere um pouco que vou ligar para o restante da família, para avisar as boas novas.

Sinceramente, não entendo o pessoal cujo único resultado satisfatório é a pontuação máxima. Na maioria das vezes, são estudantes que almejam o curso de medicina. Ah, maldito curso! Tanto de ti falado, assusta quem a ti almeja, deixa-os confusos e alienados. Parece que o formador-de-médicos é o ápice dos almejos estudantis, reservados aos que dedicam metade de seu tempo para carimbar na mente letras e números com tinta frágil, que some assim quando desnecessária. É curso em que professores e coordenadores de colégio mencionam como "de ponta, reservado aos mais bem desenvolvidos intelectualmente". Pobre de mim, que não quero ser médico, pois sou ignorante, de acordo com eles. Pobre também de Maquiavel, Rousseau, e outros asnos que não puderam ser médicos. Somos uma ralé de pseudo-intelectuais, gentinha que por aí anda, por jamais termos adentrado em uma faculdade de medicina. Oh, vil tortura! Que de mim pensador fizeste, faça-me médico, inteligência de branco se veste!

Ironias à parte, sem querer desmerecer o feito dos que doentes curam, mas tirando-lhes o brilho excessivo a eles dado, são pessoas convencidas de que reproduzem o martírio de Jesus, mas sob forma de estudo. Convencem-lhes de que possuem vida digna de piedade, uma vida de sofrimento, dos que ardem nas chamas do Tártaro, para um bem maior alcançarem. Em minha humilde e insignificante opinião, fixar os olhos em letras durante horas não faz bem o tipo de tortura ditada pelos "convencedores". Isso mal-acostuma! O estudante de medicina passa a se achar um injustiçado, alguém bastante cobrado, alguém fatigado, que necessita passar por isso, se quiser pendurar estetoscópio no pescoço e trajar jaleco com seu nome escrito. Passam a usar isso como desculpa para várias situações, e sempre têm a cabeça afagada pelos convencedores, que o fazem por ignorância ou por lucrar com o sucesso do aluno. Assim sendo, vejamos o encontro do "aluno inteligente" com o "aluno modesto":

- Buaaaaaaaaaaaaaaaa! Buaaaaaaaaaaaaaaaaa! Snif, snif...
- Ei, amigo... Por que choras?
- Snif... É porque eu... snif... Tirei 9 na prova! Buaaaaaaaaaaa!
- Calma! Eu tirei 7, e estou muito contente!
- MAS EU QUERO CURSAR MEDICINA, PORRA!

Pronto! Agora, irritou-se o aluno inteligente! Ele questiona aos céus por que os outros não entendem o seu sacrifício para poder virar doutor e encher os bolsos com dinheiro. Logo, a paranóia toma conta da pessoa, e ela pára de discernir o lógico do ilógico:

- Por que você matou sua mãe só para ficar com o dinheiro do seguro?
- NÃO TÁ VENDO QUE QUERO CURSAR MEDICINA?

- Por que você tocou fogo no índio que dormia naquele ponto de ônibus?
- MEDICINA, MERMÃO! EU VOU CURSAR MEDICINA! ME DEIXA EM PAZ!

- Por que você gosta de ser sodomizado por cavalos puro-sangue?
- PORQUE EU POSSO! PORQUE EU MEREÇO COMPREENSÃO! EU VOU CURSAR MEDICINA, SABIA?

Louco sou, mas esses tipos de pessoas alienadas me superam facilmente. Pessoas que EXIGEM serem reconhecidas como seres dotados de árduo cotidiano, para alcançar o degrau máximo de status estudantil. É isso que massacra a modéstia e o bom senso.

Nada contra tenho para com a medicina. Só que esta teve o azar de ser área acolhedora de indivíduos desse porte, mas sucede semelhante em outros cursos cuja dificuldade de admissão é elevada. Também não generalizo. Não confunda um enfoque em certos casos com generalização. Há pessoas que querem passar em medicina e são normais. Conheço um rapaz normal e que tem essa vontade. Entretanto, muitos outros, mesmo que não tenham todas as características que citei, possuem algumas delas. Como, por exemplo, fazer-se de cão sem dono para despertar compaixão no próximo, pela rotina estressante que o futuro médico tem. Pois bem, muito satisfeito ficarei se o rapaz normal que citei passar em medicina, já que ele é diferente dos outros, não afoga-se em estudos e tem tempo para aproveitar a vida. E ele é inteligente! Viva-prova de que conhecimento técnico não se mede só pelo tempo de estudo.

Gastei um texto para falar de algo que nem gosto... Estudar, estudar, estudar... Como se homens sem estudo tivessem nascido da entranha de Satanás, e digníssimos doutores físicos e químicos não destruissem a natureza com suas mirabolantes idéias progressistas-tecnológicas.

Se leu até aqui, obrigado! Deus lhe abençoe, como faz por todos nós.

quinta-feira, setembro 07, 2006

Wirklichkeit streifen

Como prometi, neste post está a terceira tira do blog. O conteúdo ainda é auto-escárnio, mas a piada é melhor quando não é feita com você, então, todos meus leitores podem rir... E eu também, já que me acostumei com isso.



Outra tira não deve ter tão cedo, eu acho... Bem, enquanto não surgem novas idéias, aproveitem as tentativas de humor que eu faço.

Se leu até aqui, obrigado! :)

* Quando o mocinho se dará bem nas tiras-espelho da sociedade sobre ele?

quarta-feira, setembro 06, 2006

Zurückbringen mit poesie

Olá, pessoa(s) que lê(em) esse blog!
(tomara que, dessa vez, tenha mais leitores que somente meu amigo Thiago)

Faz um tempinho que não posto algo, aqui... E, como estou sem tempo, adivinhem o que vem por aí... Sim, é P-O-E-S-I-A! O cimento que pavimenta os buracos causados pela falta de criatividade e vontade de escrever um texto ou publicar uma piada. Bem, aí vão:

Novos escravos

Seguem atônitos caminho,
seguem sempre em confusão,
sedados, não sentem espinhos,
fica a dor no coração,

Coração que eles renegam,
que só bate por bater,
como máquinas se entregam,
iludindo o viver,

Da rotina são escravos,
Escravos sem reclamar,
como o negro reclamou,

Do mel não vejo nem favos,
vejo o mundo transformar,
nasce então o homem-robô.

Natureza

Dilata o ventre, nasce a Vida,
Vida tão bela, tão logo sumida,
dentre seus filhos, há um que se rebela,
o homem, maldito, que a Vida encerra,

Nasce a arrogância, "somos racionais,
a Vida é repleta de coisas banais,
não há Natureza que possa impedir,
nós, homens, estamos sempre a evoluir",

Do verde ao cinza, nasce o progresso,
De cega euforia não vêem o regresso,
Desperta na Mãe o sentir da vingança,

Afogue e queime seus filhos rebeldes,
ó, Gaia, reviva paisagens silvestres,
Mesmo sem o homem, a Terra ainda dança.

Satírico

Pobre de mim, esquecer como amar,
A só solução, consolida martírio,
Os sonhos perdidos, naquele lugar,
Aguça, voraz, meu ego satírico,

Errante em sátiras, viso mudar,
O ido, passado, não voltará a ser,
Esforço em vão que me faz pelejar,
A realidade contra o meu querer,

Cada cavaleiro tem sua Dulcinéia,
A quem honra jura por puro amor,
Louvores gigantes, moinhos de vento,

Satírico eu sou com minha donzela,
Reneguei a honra, esqueci o louvor,
Fundi minh'alma ao meu sofrimento.

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Três poemas... Até que foi. Talvez amanhã eu poste uma tirinha que pretendo fazer, quem sabe. Se quiserem comentar e dizer "oi, Zé! Eu leio teu blog", fico contente.

Se leu até aqui, obrigado pela paciência!

sexta-feira, setembro 01, 2006

Phantasie und philosophie

Cada um tem algo que gosta de fazer para fugir da rotina e do stress. Geralmente, eu não sou estressado, só fico entediado com essa rotina tosca e com o que me reserva no futuro. Eu poderia fazer como alguns e usar drogas... Uma fraca, tipo maconha. Entretanto, não é o meu tipo. Dizem que essa droga te faz delirar, que você tem umas visões estranhas... Imagina eu gastar um dinheirão pra comprar maconha e ter um delírio do Flamengo perdendo a final do Brasileirão pro Corinthians, de 6x0, em pleno Maracanã... Nem fudendo! Além do mais, essa porra de maconha parece fazer mal. Eu já não ando bem de saúde, é só uma questão de tempo até um câncer ou ataque cardíaco me fulminar. Só resta saber qual dos dois ganhará primeiro a corrida. Isso se eu não for importunado pelas mazelas da sociedade, e ser perfurado por balas oriundas da arma de um bandido perverso e aniquilador. Esse mundo é uma merda, mas também não sei como é a morte, ou se sequer tem um mundo além desse. É esperar para saber.

Bom, de qualquer maneira, voltando ao assunto principal, o que uso para me divertir é a imaginação. É praticamente a mesma ladainha que você via nos programas de televisão: "Use a imaginação, amiguinho". Então, eu imagino o que eu quiser. No mundo da imaginação, nada tem limites! O Flamengo pode ser o melhor time do mundo, o Paysandu pode ser rebaixado pra quinquagésima-oitava divisão, eu posso ter uma mulher que me ame, posso ter uma gaita galega, posso viver num mundo com amor e permitir que todos sejam felizes, sem que precisem trabalhar num sistema que destrua a natureza e crie tecnologias fúteis que estimulam o ócio até para respirar.

O que eu só queria saber é qual o problema de eu imaginar? Consideram isso coisa de doido, de quem vive com a cabeça nas nuvens. No entanto, o que é mais lúcido: Viver num mundo de sofrimento ou facilmente viajar para um lugar onde tudo é perfeito? Me tornei expert em imaginar, eu simplesmente fico semi-inconsciente em qualquer lugar e começo a delirar. O que é triste é saber que eu não precisaria imaginar um lugar bom para se viver, a realidade poderia ser muito boa, se assim as pessoas quisessem. Eu posso dar uma lista com 1000 motivos bons, coerentes e verdadeiros, seguido de um: "Cara, tenta te divertir, pára de estudar feito um condenado, pára de pensar em mulher como mero objeto sexual, pára de pensar só em você, pára de ser egoísta, reflete sobre os motivos que te mostrei e cultiva o amor". Estranho é eu fazer isso, o cara CONCORDAR comigo, mas não querer mudar. Ele diz algo do tipo: "É, cara... Você tem razão, mas... Tsc". E fica por isso, mesmo. Talvez seja má-vontade, ou preguiça de alienar-se o máximo possível do sistema. A partir daí, o cara cresce, vira um workaholic, entrega-se ao trabalho e esquece o bom da vida. Só quem não acha isso coisa de doido é o patrão do cara, que vai lucrar muito com idiotas desse fetio. Na real, esse sistema capitalista te manipula e é capaz de fazer até uma jeba de jumento no ânus parecer boa coisa, que dirá fazer parecer que trabalhar feito condenado é a melhor coisa do mundo. Não estou muito longe disso. Se eu quiser deixar essa sociedade para trás, não vou encontrar nem um pedaço de terra para plantar minha subsistência, já que a porra dos homens capitalistas já surrupiaram tudo. Então, tudo o que posso fazer é participar o mínimo possível do capitalismo e tentar abrir os olhos de quem eu puder, para que participem o mínimo, também. Dá certo? Não. Até agora, não deu. Talvez o máximo que eu alcance com isso seja esse diálogo de meus amigos, no dia do meu enterro:

- O Zé era cheio de utopia, pena que ele não conseguiu porra nenhuma.
- Ele disse pro meu filho que era melhor virar um punheteiro que tratar uma mulher como objeto sexual.
- E aí?
- Aí, eu expulsei o Zé de casa com socos e pontapés... Onde já se viu, meu filho punheteiro?! O negócio é ser macho, comer um monte de mulheres, e casar só pra tirar onda.
- Isso não é só uma mímesis de vida boêmia, vazia e sedenta por auto-afirmação?
- Que isso, rapaz? O Zé baixou em ti? Saravá!
- Talvez ele tenha influenciado um pouco a gente... Mas não importa. Saindo daqui, vamos pegar nossa parte da herança que ele deixou e vamos tocar para um puteiro, traçar umas.
- Boa, brother! É assim que se diz!

Não sei ao certo por que criei esse texto... Talvez para mostrar que tenho duas vezes mais delírios que um maconheiro, mesmo sem fumar maconha, ou talvez para criticar as pessoas, mais uma vez. Hoje, faltei aula e tive tempo para refletir sobre algumas coisas, rever idéias e elaborar novas. Um professor tinha me falado de "ócio produtivo", que era coisa de gregos que tinham escravos para trabalharem por eles, assim, os gregos possuiam tempo para poder filosofar e coisas do tipo. Talvez aconteça o mesmo, comigo. Enquanto eu coço o saco e minha mãe vai trabalhar, eu fico tendo idéias para um mundo melhor, achando que sou um homem inteligente e coisas do tipo... Entretanto, como nunca pude aplicar elas na prática, e nem vou conseguir mudar o mundo, pode-se dizer que sou apenas um "burro conscientizado". Agora, se me dão licença, vou imaginar que existe alguém além de mim que vá visitar este blog e ler este texto.

Obrigado.