segunda-feira, setembro 25, 2006

Eine epische reise

Atualmente. Comecei este texto com a palavra "atualmente" porque minha professora de redação disse que é horrível introduzir um texto usando-a. Assim sendo, eu, visando empiricidade, resolvi testar e ver o resultado. Pelo menos aqui, nada houve de errado. Não sei se para você foi grotesco, se foi um atentado ao pudor e aos bons costumes ler essa palavra no início de um texto, assim como também não sei se o fato de eu tê-la usado vai ser mais importante que o conteúdo do meu texto, o que, por bom senso, deveria ter mais enfoque que uma mera palavra. Então, aqui vamos nós:

Volta e meia e meia volta, eu assistia aqueles filmes épicos, sobre heróis que partiam em longas jornadas em busca de um tesouro, uma relíquia, algo bastante valioso. Eles enfrentavam vários perigos, obstáculos, dificultades, para, enfim, terem em mãos a tão sonhada recompensa. Pois bem, jornadas épicas, em uma sociedade como a nossa, quase sem fantasia e romantismo, é raridade, mas me vejo em uma jornada épica, devido a algumas circunstâncias. Como eu já citei em textos anteriores, tenho almejos simples, mas que me trarão muita felicidade, e saio em busca deles, sempre feliz por desejar coisas simples que, teoricamente, não são complicadíssimas de serem obtidas. Um dos meus almejos é constituir uma família, e, para isso, preciso de uma esposa, algo que também quero, uma mulher para eu amar. Isso eu pensava ser fácil! Ah, eu pensava! Para mim, era só eu esperar que o tempo fizesse-me encontrar uma garota pela qual meu coração bradaria de felicidade e bem-querer, que eu a conhecesse melhor, que pudéssemos desenvolver bastante o amor mútuo até chegarmos a um namoro, e, posteriormente, casamento. Claro que havia outras dificuldades, mas se chegássemos na fase do amor mútuo desenvolvido, superá-las seria fácil. Fácil, fácil... Fácil é o que não é, onde me encontro. Localizar uma mulher que queira algo sério, que queira amor, que queira constituir família, isso tudo é difícil... Mais que difícil... É a recompensa de uma jornada épica, por anos de intensa procura e análise de centenas de mulheres, por lutar bravamente contra o fluxo direcionado do pensamento e concepções massificados, por ser impermeável aos maus valores da sociedade, por levantar-se mesmo diante das constantes derrotas, por jamais deixar o amor sucumbir. Ai, ai... Olhe só o que fui almejar, meu Deus! De tantos sonhos, logo um dos mais complicados. O bom amor que Tu tanto ensinaste e semeaste, por eu querê-lo, sou dificultado.

Fico pensando que, mesmo eu sendo bastante feio, seria muito mais fácil se eu desejasse ser um "pegador" de mulheres, se eu as visse como um objeto meramente sexual, se eu só desejasse brandir meu pênis diante das vaginas que entregam-se como as crédulas gregas que aceitavam sacrificar-se para o agrado de seus deuses, ah... Tudo seria mais fácil. Uma vida promíscua, boêmia, massificada, impura e vazia. A Besta surge - mesmo de evidente maldade, uma multidão a cultuou, cultua e cultuará. Assim é a vida que citei, mesmo preenchida de más qualidades, muita simpatia a ela é dada. Terá o homem uma atração pelos maus valores? Terá ainda o homem a curiosidade do sabor da maçã, que da pureza o expulsa por ingenuidade dele deixar-se corromper? Não, não estou aqui para santificar-me, pois de impuro ostento o fado, mas nem por isso fecho a visão às mazelas da vida. Peço dos outros o mesmo, que conscientizem-se. Somos impuros. Se desenvolvermos bons valores e transmitirmos aos nossos filhos, menos impuros eles serão, se eles o mesmo fizerem, nossos netos terão mais pureza ainda... Assim deveria ser. É mais fácil ser feliz, se você não vive chafurdado em egoísmo, inveja, avareza, soberba, luxúria e tantas outras tristezas deste mundo.

Fui criado quase que totalmente por uma mulher, minha mãe. Aprendi a respeitar uma mulher como pessoa, e, se bom valores ela tiver, respeito a mulher como um ser superior, até mesmo superior ao homem, pois quando vejo uma mulher e um homem, ambos com bons valores, é a do sexo feminino quem apresenta maior qualidade e melhor quantidade desses valores subjetivos. Entretanto, o oposto também vale, pois quando vejo uma mulher e um homem, ambos com maus valores, é a do sexo feminino quem apresenta maior quantidade e podridão dos tais valores subjetivos. Assim, a mulher em minha visão só pode ser duas coisas: O melhor dos seres ou o pior dos seres, ela quase sempre fica nos extremos (em poucos casos existe um "meio-termo"), mas nada supera ser o melhor dos seres, e nem custa grande coisa, apenas custa desenvolver bons valores, coisa que os pais deveriam ensinar e fazer a manutenção para que esses bons valores continuem ativos, além de dar exemplo (é nesse parte que peco, pois sou do tipo "faça o que digo, mas não faça o que faço"). Dessa forma, acabo por não entender o motivo pelo qual tanto a mulher, quanto o homem, renegam a idéia do amor, e rendem-se à luxúria, assim como renegam a constituição da família, em prol de um individualismo regado a egoísmo e futulidade. Não concordo com essa visão puramente sexual das pessoas, e de que "ninguém é de ninguém". Aliás, esta última é até curiosa. O pessoal diz que casamento "prende", que namoro "prende". Só se for corrente que prende luxúria, porque casamento e namoro não exclui a interação de uma pessoa com outras, é apenas um pacto de castidade, porque o sexo é (ou deveria ser) um ato de amor, e a pessoa não vai agir como prostituta perante alguém recém-conhecido, só porque achou-o interessante ou atraente.

Nesse caminho em que estamos, relegando as pessoas a um mero sexualismo, vamos "selvageando-nos", deixando que nossos instintos superficialmente nos governe, enquanto uma poderosíssima e oculta casta de inteligentes senhores governa nossa vida, ditando as regras de um sistema que abriga a muitos de nós. Esqueceis a razão, esqueceis o amor, esqueceis quem são, viram peões, viram robôs. Deixo claro que o processo de "selvageamento" não depende só da luxúria, mas de todos os outros bons valores que o homem deixa de ter, e que, pouco a pouco, dizimam o sentimentalismo e a razão.

Este foi um texto de reflexões múltiplas. Não sou organizado, não consigo pôr todas e organizá-las a fim de facilitar a compreensão. Deixo que vocês tirem suas próprias conclusões sobre o que eu escrevi. Espero que consigam organizar a idéia que eu não consegui organizar. Enquanto isso, continuo a jornada em busca de uma donzela, a quem eu possa libertar de negra torre que entristece minha amada, e, assim, libertado também serei. A quem leu até aqui: Obrigado.