Eine epische reise II
Nunca mais escrevi um texto pro blog... Mas isso não significa que eu tenha um texto para hoje. Aliás, eu tô aqui, enrolando, para disfarçar que esse post é somente um aviso de que dificilmente terei assunto para postar.
Bom, o que posso escrever daqui? Novidades, não tenho, continua tudo na mesma... Eu querendo terminar logo a maldita escola, arrumar menininha que me ame, tocar bem a flauta, terminar um livrinho de poesias, ter os amigos por perto e ser feliz. Sucede que diariamente vejo esses objetivos frustrados, sendo que a vida joga na minha cara que eles ainda não se realizaram, e provavelmente não se realizarão. Parece criança quando disputa algo com outra, e, quando ganha, gaba-se por meses: "Você perdeu! Lero, lero, lerooooooooo!" Assim é a vida comigo: "You failed, Zé! Vais ter aula por muito tempo, nem as mais putas das meninas te querem, tua flauta produz tortura sonora, tua poesia é desperdício de tinta e papel, teus amigos vão seguir a vida deles e te deixar, considerando tudo isso, nunca vais ser feliz. Hahahaha! Se fudeu, se fudeu!"
Assim, para ainda não jogar a toalha, desenvolvi um pequeno otimismo. Sempre fui pessimista, e, em maioria, ainda sou assim. Esse otimismo eu desenvolvi só para eu criar animação para dizer: "Não, não tá tudo fudido... Ainda tem jeito". Então, sigo um tanto otimista.
Às vezes, eu queria ser daqueles caras que não sabem das próprias habilidades, que fazem as coisas achando que são ruins, mas, no fundo, são boas. Eu queria que o fato de eu ser pouco amado (não é mal amado, é pouco amado, amado por poucos), de tocar flauta de um jeito horrível, de fazer poemas toscos e não conseguir arranjar uma namorada fossem apenas encucação minha, que realmente eu fosse bom nessas coisas, mas só eu não soubesse. Dessa forma, seria só alguém abrir meus olhos que eu veria as coisas boas que fiz. O foda é que não dá para competir com a realidade, e o que é ruim, é ruim, é pedreira. Viver de sonhos é complicado, já que nunca fui otimista o suficiente, mas é assim que vivo.
Cansado disso tudo, fui pôr minhas filosofias baratas em prática... Fui conhecer algumas mulheres, apenas conhecer, queria ver se alguma que dissesse "não, não gosto de 'pegação'. Eu queria um relacionamento sério, com alguém que me ame" poderia jogar lenha na chama da esperança amorosa que tenho. Esses tempos, eu tô falando muito disso e também refletindo. Essa promiscuidade extingue o amor verdadeiro, e começo a me desesperar quando vejo que a idéia dessa promiscuidade está demasiada difundida na atual sociedade, e, pior, possui uma quantidade assombrosa de adeptos. Deve ser muito legal para o homem evidenciar seu lado selvagem, um troglodita que só pensa em pôr seu pênis em uma vagina e nada mais, tratando a mulher como mero objeto sexual... O homem é assim, mesmo, safado e pilantra, mas... não entendo... e as mulheres? Elas não parecem reagir negativamente a isso; são poucas as que dizem: "Eu não quero uma legião de pênis passando pela minha vagina". Sempre pensei na mulher como algo meigo, que gostasse de romantismo e de homens que parecessem homens, maduros, e não um bando de selvagens que só pensam em sexo. Eu não entendo o que está acontecendo, não entendo por que as pessoas deixam-se mudar assim, tornando-se individualistas, mundanas.
Vou continuar conhecendo mulheres, vou procurar a flor que permanece forte e bela, mesmo neste inferno de impurezas, com muitas outras flores murchas. Vivo de sonhos, como um louco, alienado, mas sigo, como um juglar, ou um cavaleiro decadente, andando, tocando, trovando... Até que eu chegue em um lugar, acompanhado de minha donzela, onde as pessoas não se irritem com a felicidade dos outros, onde todos podem ser felizes, sem tanto egoísmo, sem tanto ódio, sem tantos valores distorcidos. Entretanto, para isso, eu mesmo ainda preciso muito me purificar.
É um tanto engraçado... Futuro professor de matemática que se acha cavaleiro, que procura mulher simples e amorosa, e tenta esquecer o único amor que teve, além de retratar seus distúrbios em poesia, para que saibam o quão louco ele é. Incrível é que faço tudo isso porque gosto, mesmo levando porrada da vida.
Sigam os sonhos, por mais estranhos que sejam. Se forem de índole boa, valem a pena serem realizados. Caso contrário, não tens um sonho, tens um pesadelo. Com fé, a vida marcha... É uma jornada épica.


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