Geschichte: Symbol des Fehlers
Cláudia... Sempre feminista.
- Eu não preciso de homem pra nada! Homem é a doença do mundo!
Empolgou-se desde adolescente, quando o professor de história narrava as conquistas obtidas pelas mulheres, ao longo dos tempos. Seu sonho era fazer algo grandioso pelas mulheres. Ela queria, de alguma forma, tornar a mulher um pouco menos independente dos homens. Um dos seus ditados preferidos era: "de grão em grão, a galinha enche o papo". Hoje, uma pequena liberdade. Amanhã, independência total da mulher. Sonhava até alto demais:
- Um jeito pelo qual as mulheres possam reproduzir-se sem o gameta masculino... Será possível? É capaz. Desse jeito, poderíamos curar a doença que infesta o mundo, deixando este planeta habitado pelos seres magníficos que somos nós, mulheres. Já pensou? Se eu fosse capaz disso, eu seria uma heroína para todas as mulheres da Terra. O tempo jamais apagaria minha imagem e o meu nome.
Queria ser reconhecida como a mais importante das feministas. No entanto, quem diria, sua jornada começou pela influência de um homem. Um homem, mesmo. Há sete anos, naquela sala de aula, quando ele contou as façanhas femininas. Isto era algo que incomodava muito Cláudia. Como ela poderia ostentar o título de a mais importante feminista, se só criou consciência do feminismo por causa do ensinamento de um homem? Segundo ela, as próprias mulheres deveriam tomar consciência do feminismo, elas próprias deveriam rebelar-se contra os homens. Do jeito que estava, Cláudia sentia-se seguindo as palavras de um homem, ao invés das suas próprias. Louca, procurou informações sobre o tal professor de história. Após alguns dias de pesquisa, descobriu que ele ainda ministrava aulas. Ótimo! Bastaria espioná-lo pelo colégio, a fim de descobrir a sua rotina. O professor morava em um bairro quase deserto, porém tranqüilo, o que deixava-o relaxado o suficiente para não preocupar-se demais com a segurança. Cláudia escondeu-se perto da casa do professor, a fim de pegá-lo quando o mesmo chegasse e descesse do carro. Empunhando um pequeno canivete, a mulher viu um par de luzes acesas vindo em direção à casa de sua futura vítima.
- É ele! Só mais um pouco!
O carro parou em frente ao portão. O motorista desceu e pegou as chaves da casa no bolso. Enquanto abria a porta, sentiu uma dor aguda nas costas.
- TE PEGUEI! Agora, você é meu!
O homem debateu-se e saiu dos braços que o envolviam. Viu uma mulher segurando um canivete ensanguentado. Tocou no local da dor e sentiu um furo. A lógica logo veio.
- Essa louca enfiou isso nas minhas costas! - pensou.
A mulher ria.
- Você deve ter gostado muito de me subjulgar, não é? Acha que preciso de você para perceber a inferioridade dos homens? Você não me ajudou em nada! EM NADA! EU PERCEBI TUDO SOZINHA! SOZINHA!
- Quem é você, sua louca?
- Não interessa! Eu vou te matar!
- Eu não vou deixar!
O homem avançou na mulher e lhe arrancou o canivete. Cláudia percebeu a diferença de força física que havia entre os sexos. Ele a imobilizou, ela se debatia. Ele cravava diversas vezes o canivete no tórax e no abdômem da mulher. Ela gritava, de ódio, de terror, de dor... E de arrependimento. Percebeu que os homens também tinham suas vantagens, e que não existe a prevalência de um único gênero, mas a cooperação dos dois. Nem homens, nem mulheres, poderiam ser líderes. Seria o equilíbrio dos dois que estabeleceria uma liderança natural, delegando cada tarefa ao sexo que melhor a cumprisse, assim gerando resultados positivos. O corpo sem vida de Cláudia, caído no chão, tornou-se importante no feminismo, como símbolo do erro cometido. Tanto o masculinismo quanto o feminismo são impuros.


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