quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Geschichte: Verdorben

Felipe estava na casa da namorada, era o grande dia.

- E então, Felipe? Vamos?
- Claro!

No quarto, a namorada tira a roupa e pergunta:

- Tá excitado?
- ... mais ou menos.
- Por quê?
- É que, na verdade, eu queria te pedir algo... Eu queria realizar uma fantasia sexual minha.

A namorada faz uma cara bem obscena. Caminha sensualmente até ele e diz:

- Peça o que quiser, gostosão!
- Verdade?
- Claro.
- Bom... Eu... Queria me masturbar, pensando em ti.
- HÃ?!
- É... Só que assim... Ao vivo. Você fica parada, nua... E eu me masturbo.
- Porra, Felipe! Você tá brincando, né?
- Claro que não! Eu te conheço há cinco anos, e nunca tive uma tara tão grande quanto essa!
- Felipe, eu tô te oferecendo sexo puro e você quer apenas se masturbar?
- Você disse que ia realizar minha fantasia! Eu quero isso há anos!
- Olha, cai fora daqui, vai! Você é muito mole pro meu gosto!
- Mas, mas...
- CAI FORA! JÁ DISSE!

Felipe sai chorando da casa da namorada. Nunca havia sido tão humilhado em toda a sua vida. Prometeu vingança.

No dia seguinte, quando o sol estava no centro do céu, Felipe estava escondido na esquina, observando o portão de um colégio.

- Vamos... Aparece... Já está na hora... - sussurava sozinho.

A garota apareceu no portão e saiu andando na direção oposta onde Felipe estava escondido.

- Finalmente, apareceu!

Felipe deu a volta no quarteirão.

- Eu conheço teus passos, putinha! Sei que você volta sozinha pra casa, e andando. Vou te pegar assim que eu der a volta no quarteirão. - falava sozinho, novamente.

Conseguiu contornar a quadra, e apareceu bem em frente à garota.

- Surpresa?
- Felipe! O que você tá fazendo aqui?

O rapaz tirou um porrete que escondia na sua mochila e acertou na nuca da garota, que caiu semi-consciente no chão.

- Sabe o que gosto nessa rua? É que quando tá na hora do almoço, ela é bem deserta. Posso fazer o que eu quiser contigo, agora.

Felipe abaixou as calças. Com uma mão, ele estrangulava a garota indefesa. Com a outra, ele masturbava-se freneticamente.

- E agora, desgraçada? Quem é o mole? Quem é o mole?

A garota tentava gritar, mas a pancada anterior havia afetado muito as suas capacidades. Ela apenas podia sentir a respiração ficando mais pesada e um sono muito profundo. Adormeceu sem nem sequer conseguir mexer o corpo, para livrar-se da mão que a enforcava.

Assim que a garota fechou os olhos, Felipe ejaculou. Passado o efeito da excitação sexual, o rapaz percebeu o que tinha feito. Viu o corpo sem vida da garota. Começou a chorar. Ele mesmo tirou a vida da mulher que amava. Como ato de redenção, despediu-se com um último beijo na namorada e pulou em frente a um carro que passava em alta velocidade, pela rua. Felipe fora enganado pelos seus instintos sexuais.