sábado, julho 21, 2007

Conto: A dialética

William olhava seu Rolex, em plena rua deserta, quando, de súbito, algúem lhe pergunta.

- Que horas são?
- Hã... Nove e meia.

O sujeito tira um revólver da calça.

- Certo. Agora, me passa o Rolex.

Calmamente, William responde.

- Se tu ias me roubar, por que não deixaste para olhar as horas tu mesmo?

Envergonhado pela sua ignorância, o ladrão atira contra sua própria cabeça, suicidando-se. Foi mais uma vítima da dialética impecável de William.