segunda-feira, agosto 25, 2008

Conto: No fliperama

Gustavo pagou uma ficha para a ficante, enquanto observava as garotas que passavam pela porta do recinto. Ele gostava de observá-las, mas vez ou outra sua concentração era quebrada.

- Gustavo, qual eu escolho?
- Errr... Escolhe esse aí... de branco.
- Esse aqui, com a faixa vermelha?
- Sim, sim.

Passa uma linda morena, com nádegas que deixam os hormônios do garoto à flor da pele.

- Ai, Gustavo, esse aqui não é aquele que faz o "choruque"?
- Como?
- O "choruque"... Ele pula com o braço levantado...
- "Shoryuken" - corrige Gustavo.
- Pois é, o "choruque"....
- ...
- E então?
- E então o quê? - responde virando os olhos para fora do lugar, a morena havia passado.
- Como faz o "choruque"?
- Porra... Meia-lua pra frente... Não, é frente... Depois quase uma meia-lua... Soco.
- Mas é meia-lua inteira ou meia-lua minguante?

Gustavo passa a mão no rosto, e aperta-o, como forma de reprimir a raiva.

- Gustavo, acho que perdi.
- Foi?
- Foi. Eu fiquei tentando fazer o "choruque"... Acabei perdendo.
- Tá certo... Vamos dar uma passadinha lá em casa... Fazer alguma coisa.
- Tá bom.

Ele olhou para o decote de sua ficante, a calça justa... Até que falou.

- Sabe, você é muito bonitinha... Pena que jogue tão mal.
- Obrigado pelo elogio, mas não pela crítica. O que a gente vai fazer na sua casa?
- A gente podia se dar uns beijinhos... Depois eu te emprestava uma revista que ensina melhor a fazer o "choruque".
- É "shoryuken", Gustavo.
- É... Eu sei.