quarta-feira, julho 09, 2008

Conto: Na lanchonete

- Quero cinco coxinhas.
- Pois não, doze Reais.
- Ué, mas ali tá dizendo: "Cada coxinha custa dois Reais". Não seriam dez Reais o preço?
- Não.
- Mas...
- Não.

No carro:

- Puxa, não acredito que ele me cobrou doze Reais por algo que custava dez.
- E você pagou, Fonseca? Não acredito!
- Ah, eram só dois Reais...
- Não acredito, Fonseca! Você é um imprestável! Quando vai tomar uma atitude que preste na sua vida?

Abrindo a porta do carro em alta velocidade, Fonseca empurra a mulher para fora, e a vê rolando pela estrada. Finalmente, Fonseca tinha tomado uma atitude.

terça-feira, julho 08, 2008

Conto: O Jornalista

No curso de jornalismo, a garota se abre com o amigo:

- Sabe, te acho tão gatinho!
- ...
- Parece ter um pintão!
- ...
- É grande, né?
- Olha, em vez de ficar falando do meu pinto, por que não desenvolve seu dom em jornalismo?

Anos mais tarde, o garoto ficou mundialmente conhecido como o jornalista mais gay do mundo.

domingo, julho 06, 2008

Conto: Érika

A refinada Érika, de nariz empinado, passava pelos meninos, vanglorando-se, como sempre, dizendo-se acessível para pouquíssimos.

Um dos garotos dirige lhe palavra:

- Com licença, garota.

Apalpa os seios dela.

- São piores do que eu pensava. Você é um lixo! Some daqui!

Érika fugiu chorando. Nunca mais iria achar-se superior aos outros.

Conto: Oséias

Morando só com o avô, naquela casinha pobre, Oséias ouve o velho falar:

- Ai, meu netinho... Tá dando aquilo no meu coração de novo, corre lá na farmácia e compra o remédio que o doutô falô!
- Cum que dinhero, vô?
- Ai... Pega os cinco real em cima da geladera... mas vai rápido.

Oséias sai correndo da casa, e no caminho da fármacia, vê que o dono da padaria tá fazendo promoção. Tem bolo, sonho, biscoito, pão doce... Tudo baratinho.

- Seu Manoel, quanto custa esse bolo de chocolate aqui?
- Cinco Reais, meu filho.

No dia seguinte, chega do interior um tio de Oséias, pra levar o corpo do velho pra velar em sua cidade natal.